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	<title>Arquivos Bíblia - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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	<title>Arquivos Bíblia - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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		<title>A boca fala do que está cheio o coração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2020 18:40:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lucas reúne ensinamentos de Jesus no capítulo 6 com alguns objetivos. Dentre eles, há um claro contraste entre aquele coração contrito e arrependido diante de Deus e o outro coração, que demonstra com suas obras, palavras e atitudes que ainda é o mal que comanda sua vida, que ainda não chegou ao arrependimento, pois, &#8220;a&#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Lucas reúne ensinamentos de Jesus no capítulo 6 com alguns objetivos. Dentre eles, há um claro contraste entre aquele coração contrito e arrependido diante de Deus e o outro coração, que demonstra com suas obras, palavras e atitudes que ainda é o mal que comanda sua vida, que ainda não chegou ao arrependimento, pois, &#8220;a boca fala do que está cheio o coração&#8221;.</p>



<span id="more-12095"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus encontra-se (em Lucas 6) com pessoas atormentadas e doentes e os cura, libertando-os do mal que assola sua alma e seu corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Olhando estas pessoas, ele fala com seus discípulos sobre bem-aventuranças, fala sobre felicidade, fala sobre fartura, fala sobre alegria e fala do relacionamento com ele, o Filho do Homem. Estes, que participam da alegria do relacionamento são aqueles sobre quem o arrependimento chegou e conseguem olhar o quão miseráveis são e buscam a Cristo, para a cura de suas vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, ele fala sobre esse outro grupo de pessoas, que ele chama de os ricos. Os ricos são aqueles que não encontram razão para se sentirem miseráveis, pois julgam ter tudo o que precisam, julgam ter felicidade, fartura e riqueza. Não se encontram preocupados e são bem falados e acabam se revelando como pessoas falsas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Novamente ele se volta para os seus discípulos e ensina: amem seus inimigos; façam bem àqueles que odeiam vocês. Abençoem aqueles que amaldiçoam vocês; orem por aqueles que prejudicam vocês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus ainda ensina que amar aqueles que nos amam é fácil e que até os ímpios fazem isso. Fazer o bem às pessoas que nos fazem bem não é nada extraordinário, é esperado e comum.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Confusão</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Creio que há uma grande confusão na cabeça dos discípulos, pois eles aprenderam diferente com a religião judaica, com os saduceus no templo, com os fariseus nas sinagogas, com os mestres da lei, os professores de teologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Olha para alguém rico é olhar para alguém abençoado por Deus &#8211; essa era mais ou menos a teologia da época (não sei se hoje é muito diferente…). Olhar para alguém que afasta os inimigos é ver uma pessoa sábia (era assim que ensinava a teologia da época de Jesus). Tratar alguém com desprezo porque fazia parte da escória da época (mulheres, pobres, doentes, imigrantes, lunáticos etc.) era considerado como bom para a religião, pois na teologia farisaica da época, Deus os estava amaldiçoando por causa dos seus pecados ou dos pecados de seus pais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, Cristo ensina aos seus discípulos como distinguir alguém arrependido e de coração contrito &#8211; e certamente não era por causa dos seus atos de contrição religiosa, ou suas ofertas no gazofilácio, ou mesmo por causa das suas roupas ou ofertas de sacrifício que realizava.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O texto Bíblico</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O texto que está entre o verso 43 e o 45 explica compreensivelmente o que Cristo deseja ensinar:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma árvore de boa qualidade não dá fruto ruim, nem uma árvore de má qualidade dá fruto bom. Uma árvore é conhecida pela qualidade do seu fruto. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas em árvores espinhosas! Um homem bom, de seu bom coração produz boas obras. E um homem mau, da sua maldade produz más obras. Porque a sua boca fala do que está cheio o coração (Lucas 6.43-45 (NBV).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus demonstra para seus discípulos que uma pessoa com o coração não arrependido não pode produzir coisas boas, pois, esta pessoa apenas produzirá obras carnais, obras podres, frutos de má qualidade.<br>No versículo 45 ele claramente nos diz que as palavras que saem da boca das pessoas são reflexos do que essa pessoa tem dentro de si (do seu coração).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se escuta alguém, aquilo que ele fala e prestamos atenção, certamente escutaremos o seu interior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas que falam o tempo todo em morte, guerra, briga, que despreza pessoas por causa de suas limitações, que não valoriza mulheres e as tem como objeto ou mesmo como humanos de segunda categoria, pessoas sexistas, machistas, egoístas, misóginas, pessoas que desprezam outros por condições políticas, étnicas, culturais e religiosas e tantos outros desprezos, estão apenas e tão somente mostrando do que é feito o seu interior, o seu coração, pois, Jesus afirma em alto e bom som que &#8220;a boca fala do que está cheio o interior&#8221;.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Aquilo que enche o coração</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No versículo 45 a expressão cheio é &#8216;perisseuma&#8217; (do grego) e significa: abundância, cheia do que sobra, que preenche. É um substantivo que fala especialmente da abundância que afeta uma situação, ou seja, fala sobre os resultados dessa abundância, daquilo que se deleita, daquilo que enche o coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aquilo que enche o coração, nas palavras de Jesus, também enchem a boca de palavras e aquilo que está dentro sempre (SEMPRE) sai em forma de palavras, de desprezos, de religiosidade vazia, de rituais sem sentido, de cerimônias que dão nojo a Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os discursos de ódio, de divisão, de extrapolamento do civilizado são nada mais nada menos que expressões de um coração pecaminoso não arrependido, aos quais Jesus considera como pessoas que não o conhecem, pois não se relacionam com ele e sim com a religião; não o obedecem; não constrói uma vida sólida, mas nefasta e invadida com toda sorte de desgraça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem é que você está escutando? Que tipo de discurso você está ouvindo?<br>O que você está falando? Do que anda cheio o seu coração?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse tempo de reclusão, de isolamento, de dificuldade, de crise é sempre bom olhar para dentro de si (e ao seu redor) e analisar nosso coração, nosso discurso, nossa vida e também a vida daqueles que estão influenciando nossos pensamentos, nossas palavras, nossas ações.</p>
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		<title>A vida e o sofrimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2020 20:03:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O sofrimento e a dor não são resultado apenas de doenças, pecados ou mesmo de situações de perseguição e injustiça. Por isso é preciso falar sobre a vida e o sofrimento.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O sofrimento e a dor não são resultado apenas de doenças, pecados ou mesmo de situações de perseguição e injustiça. Por isso é preciso falar sobre a vida e o sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas vezes os sofrimentos estão ligados à relações diversas que temos com variado tipo de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos sentimos machucados pela frieza de alguns. Pelo pouco caso que outros fazem de nós e de nossas necessidades. Por promessas não cumpridas, pelo abandono no caminho, pelas mudanças bruscas de planos e por tantos outros motivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas vezes esta relação dolorida interfere em outras áreas da vida &#8211; como é de se esperar, pois tudo em nós está interligado. Aí as coisas tendem a piorar, dores são estendidas, danos são causados.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Bíblia</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Há um texto em Tiago (1.2) que, apesar de ter uma aplicação prática para uma época e situação de perseguição, fala muito sobre a atitude diante do sofrimento (seja ele qual for) &#8211; disse Tiago: &#8220;…considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações&#8221; (Tiago 1:2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem vou me ater ao fato dele instar conosco que devemos considerar motivo de grande alegria passarmos por provações, mas somente na palavra provação em si.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Provação &#8211; &#8216;domimion&#8217;</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Provação aqui é &#8216;dokimion&#8217; &#8211; literalmente: &#8220;um teste&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mostrar que algo é real, aprovado, para revelar o que é bom, genuíno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8216;Dokimion&#8217; (que vem de &#8216;dokimazo&#8217; = testar) define que a provação é um teste para revelar uma aprovação, algo verdadeiro, genuíno, real e bom. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato é, que quando sou testado não se quer produzir fé ou confiança, mas revelar que tal confiança ou fé existem e são genuínas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Fé genuína</h4>



<p class="wp-block-paragraph">A fé genuína suporta a provação e se mostra real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fé genuína sente a dor do sofrimento. Ela, porém, não se nega a aparecer, pois ela está colocada em Deus e não em nós mesmos ou nas circunstâncias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fé que é provada responde: &#8220;Como está escrito!&#8221; Assim, ela compreende que a Palavra de Deus tem sempre a última resposta para a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos nos isentar de sofrer diante das nossas derrotas pessoais. Certamente, quando a fé está presente na vida humana e ela é genuína, tendo sido dada por Deus, a realidade será mostrada para além da dor. Em Deus é que esperamos, clamamos, nos movemos e somos sarados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por inferência, parece que a finalidade da provação é gerar em nós maturidade e integridade. Tudo isso em meio a vida e o sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que Deus nos ajude com sabedoria sempre!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="mailto:gedeon@lidorio.com.br">Prof. Gedeon Lidório</a></p>
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		<title>Interpretar a Bíblia em meu contexto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Nov 2018 18:37:18 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Contexto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É interessante ler Rollo May. No seu livro &#8220;O homem a procura de si mesmo&#8221; ele destaca algo que me fez pensar sobre como é que deixamos um grande legado da Reforma Protestante se perder que é interpretar a Bíblia em meu contexto A Reforma, dentre outras coisas, colocou a Bíblia na mão do povo,&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É interessante ler Rollo May. No seu livro &#8220;O homem a procura de si mesmo&#8221; ele destaca algo que me fez pensar sobre como é que deixamos um grande legado da Reforma Protestante se perder que é interpretar a Bíblia em meu contexto</p>
<p>A Reforma, dentre outras coisas, colocou a Bíblia na mão do povo, com o intuito claro de retirar a tradição eclesiástica seguida até então de que a Palavra de Deus só podia ser interpretada por sábios doutores da igreja e que o povo era ignorante demais para ler a mesma.</p>
<p>Rollo May, ligando a Reforma Protestante com a Renascença diz: &#8220;<em>O protestantismo, por exemplo, que foi o aspecto religioso da revolução cultural iniciada na Renascença, expressava o novo individualismo, dando destaque aos direitos de cada um e à capacidade para encontrar a própria verdade religiosa</em>&#8220;.</p>
<h4>A Bíblia na mão dos entendidos</h4>
<p>Acho muito interessante como, depois de 500 anos, nos esquecemos disso e &#8220;retiramos&#8221; a Bíblia da mão do povo novamente, tendo líderes religiosos &#8220;sábios&#8221; que ditam o que deve e o que não deve ser interpretado do texto Bíblico que se aplica a nossa vida não deixando que o sujeito, livre pela própria Verdade (Jesus) tenha em si mesmo a &#8220;capacidade&#8221; de ler, interpretar e chegar às suas próprias conclusões. Esse sujeito livre pela Verdade tem também dentro de si também o próprio Deus (Espírito Santo) que o habilita a ler e entender, compreender e interpretar, seguir e chegar às suas próprias conclusões.</p>
<p>Mas isso é perigoso demais para os líderes religiosos de hoje, pois se for assim, perde-se o controle sobre as pessoas.</p>
<h4>Fazendo discípulos de quem?</h4>
<p>Fazer discípulos hoje não é mais apresentar uma pessoa a Cristo, que deseja ardentemente relacionar-se com este ser humano e deixá-los depois de um tempo sozinhos, para que desenvolvam este relacionamento, mas fazer discípulos é transformar o pensamento do outro num pensamento fechado, empacotado, limitado e gananciosamente rentável, criando um Jesus empresário, rico, abastado, cheio de convicções místicas, quase um feiticeiro que cumpre nossa vontade e nos faz ser prósperos.</p>
<p>Deixar que Cristo e o seu Espírito guiem e orientem este discípulo, depois de apresentados ao sujeito não é possível, pois existem muitos atravessamentos doutrinários e teológicos que prendem a nossa ação e nos transforma em líderes que querem pessoas à nossa imagem e semelhança.</p>
<p>Acabamos por trocar o ensino bíblico, coisa que devemos fazer SEMPRE pelo ensino de fábulas e contos da carochinha.</p>
<p>Ensinar a Palavra e ver que alguns &#8220;aderem&#8221; ao seu modo de pensar é uma lógica do MENTORIAMENTO, da formação de LÍDERES, pois isso devemos mesmo fazer e é assim que caminhamos com um &#8220;grupo de pessoas&#8221;. Estes líderes irão pensar concordemente, irão ter a &#8220;mesma mentalidade&#8221; e objetivos. Isso é algo saudável dentro de qualquer &#8220;organização&#8221;. O que não é saudável é não deixar que a pessoa que está sob o seu cuidado tenha seu próprio desenvolvimento e possa, necessariamente, não pensar do mesmo jeito que você em relação à sua própria vida de fé.</p>
<p>Ensinar a Palavra de Deus, expondo-a, e deixar que o Espírito Santo faça o resto com quem ouviu é pedir demais para os santos ensinadores da religião.</p>
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		<title>Viver no espírito &#8230; viver em carne</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Apr 2018 23:07:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
		<category><![CDATA[Viver em carne]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há algumas falácias bíblico-teológicas que realmente são mescladas com as mensagens que vivemos no dia a dia e que nos enganam, nos trazem demonstração de que a vida é um dualismo incrivelmente pesado e vivemos em guerra conosco, com Deus, com o mundo, com o diabo e com as pessoas, como se&#160;pudéssemos&#160;realmente separar algumas coisas&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há algumas falácias bíblico-teológicas que realmente são mescladas com as mensagens que vivemos no dia a dia e que nos enganam, nos trazem demonstração de que a vida é um dualismo incrivelmente pesado e vivemos em guerra conosco, com Deus, com o mundo, com o diabo e com as pessoas, como se&nbsp;pudéssemos&nbsp;realmente separar algumas coisas de dentro de nós.</p>
<p>Uma destas que tenho visto ultimamente é a questão da carne e do espírito. Paulo usa algumas imagens fortes para nos mostrar várias coisas quando no capítulo 5 de Gálatas nos expõe a guerra que existe dentro de nós.</p>
<p>Ao contrário do que se pensa, entendo que esta guerra, este ponto de tensão na verdade não é algo que será resolvido, pois esta tensão, esta dura realidade entre viver carnalmente sendo justificado pelo sangue do Cordeiro não deveria nos fazer querer estabelecer um dualismo ferrenho da carne contra o espírito, mas sim, entender, à medida em que vivemos que esta tensão não será resolvida pela simples mortificação da carne, pois na CARNE está envolvida muito mais que pecados ou coisas que não são de Deus, mas sim uma completitude do ser humano na sua condição de vida.</p>
<p><span id="more-92"></span></p>
<p>Não há como vivermos sem a carne, este é um ponto, mas muitos tentam viver no espírito, como se fosse possível viver apenas assim. Esse dualismo é gnóstico e traz um mal tão grande quanto o entender que nada existe.</p>
<p>O que é viver no espírito? Seria viver em oração, em constante consagração, em constante jejum, em constante e incessante práticas espirituais? Vivemos assim? Conseguimos tal feito? Creio que não. Quando olho pra Jesus, que mesmo sem pecado em sua vida, padecia com os motivos que todo ser humano tem na sua carne. Ele sofria com o pecado em que estava inserido na condição humana, mesmo que não houvesse pecado nele.</p>
<p>Ele sentia fome e procurava comida. Ele não vivia só de jejum. Ele conversava com as pessoas e vivia com elas e não somente orava e vivia uma vida espiritual. Jesus sofria e chorava com suas dores e necessidades assim com de seus amigos e conhecidos e até agonizava perante suas dores e necessidade humanas e não somente andava pairando com um ser puramente espiritual. Jesus olhava para a condição humana carnal e se apiedava, tinha uma atitude de não julgamento, mas de amor e consideração. Ele reconhecia que a carne afetava tanto a vida humana que nos fazia não ter condições de expressar-nos puramente diante de Deus ou diante de outros.</p>
<p>Acho interessante que ele não condenava os pecadores &#8211; amava-os, mas condenava fortemente a religiosos hipócritas que viviam a vida fazendo &#8220;coisas espirituais&#8221; (dizimava, cultuavam, faziam sacrifícios, controlavam as pessoas, mantinham sobre o cabresto da lei contra a carne todos aqueles que eram considerados mais pecadores e principalmente culpavam pessoas por não viverem a vida de maneira espiritual &#8211; entenda aqui como a prática de vida que os fariseus ensinavam: fazer coisas, se abster de coisas, não falar certas palavras, seguir os dias, os sábados, não pensar no bem de outros se isso fosse quebrar uma destas leis espirituais e assim por diante&#8230;).</p>
<p>Jesus vem na contramão de tudo isso e apresenta um evangelho que se preocupa com as pessoas de maneira INTEGRAL. Sabe das limitações da nossa condição humana e não nos julga (&#8220;eu não vim para julgar o mundo, mas para salvar e dar a minha vida em favor de muitos&#8221;) mas vem justamente para nos suprir de condições de vida, não para que sejamos espíritos que andam, mas para que a condição humana possa ser aproveitada ao máximo em todas as suas dimensões. Ele sabe que não deixaremos o pecado, por isso veio para morrer por nós, pois sabe que não tínhamos e nem temos condições de viver esta vida em santidade que resultaria na salvação de nossas vidas.</p>
<p>Quando eu vejo esta guerra contra a carne e a vida não espiritual fico pensando em toda a dimensão que isto está sendo levado. Será que queremos com isso dizer que a única vida viável para Deus é a vida espiritual? E se sim, o que é isso mesmo? Viver a vida espiritual é viver como mesmo? Fora da nossa condição humana?</p>
<p>Minha condição humana me faz pensar em muitas coisas &#8230; tenho dúvidas sérias ao longo dos dias, sou ansioso com a chegada de coisas novas que não tenho controle, preciso de aceitação de outros para me sentir bem e fazendo parte de uma sociedade, gosto de coisas grandes demais para mim, sinto medo, frustrações, tenho uma formação humana familiar em que houve falhas que me levam a ter traumas, neuroses e tantas outras coisas mais&#8230; enfim, sou humano e cheio de pecados e minha carnalidade sempre anda exposta&#8230;</p>
<p>Entendo que a vida com Deus (Deus em mim e eu nele em Cristo através do Espírito Santo) vai contemplar também essa integralidade do meu ser, pois ele mesmo decidiu que viria habitar em mim, ao meu redor, me fazer companhia e cuidar das minhas necessidades e faltas. Ele sabe quem sou, me formou e sabe de tudo que penso ou faço e mesmo assim, sabendo de tudo, resolveu justificar minha vida, morrer por mim, me trazer redenção e me transformar de dia em dia. Essa transnformação, penso eu, não é algo que vai me fazer viver cada vez menos humano e cada vez mais espírito, pois não é o plano de Deus olhar para a condição humana que ele fez perfeita e se alegrou jogar tudo para o mal e me rasgar desta carne que sou e carrego. Ele vai me transformar de maneira integral e viver a vida como Jesus é o alvo da vida de Deus em nós.</p>
<p>Viver em espírito então precisa abranger esta condição humana e em meio à tantas dificuldades que não sabemos nem exprimir ele intercede por nós traduzindo aqueles gemidos inexprimíveis que nosso inconsciente emite e que não sabemos como lidar. Essa condição humana não nos escravisa mais, pois fomos feitos novas criaturas e ser novas criaturas não singnifica que não viveremos a tensão da vida humana normal e comum. Viveremos e sempre traremos essa humana condição em nós, graças a Deus por isso, foi ele que nos fez e teceu cada uma das nossas fibras e partes. Ele nos amou e nos amou como somos &#8211; nem mais, nem menos, por isso não há na Bíblia uma negação de mim mesmo, o meu eu, a minha pessoa, mas sim um Deus que vem em carne para redimir-nos e fazer que sejamos cada vez mais parecidos com ele.</p>
<p>Não entendo então o viver espiritualmente como viver fora na condição humana limitante, mas em meio ao caos da vida a manifestação de Deus me anima e me traz paz, porque mesmo que eu seja fraco posso me gloriar nestas fraquezas, parafraseando Paulo, porque o poder e a manifetação de Deus se mostra quando estou fraco.</p>
<p>Viver a vida na dimensão humana é viver de maneira integral e percebendo a condição limitada que temos, conscientizando-nos cada dia mais que mesmo fracos somos habitados por Deus e essa habitação se reverte em crescimento, em transformação. Não devemos viver pensando que a única vida possível é a espiritualizada pois senão fracassaremos pois não poderemos viver assim. A vida não deve ser um céu na terra mas o céu, a vida de Deus, precisa ser manifesta em tudo o que vivemos na nossa condição humana e assim, mesmo nessa limitação que temos, glorifiquemos o nome dele.</p>
<p>Então, creio, que a orientação deve ser: não vivamos este dualismo gnóstico de maltratar a carne para enfatizar o espírito &#8211; não somos seres divididos, mas integrais, feitos de massa carnal pecadora limitada mas também habitação do Espírito Santo de Deus. Entendamos nossas limitações e não nos deixemos levar por superstições religiosas banais que somente nos colocarão em condição de cada dia mais sermos frustrados conosco e com nossa força em nos manter de pé e escolhermos nosso caminho. Vivamos o caminho escolhido por Deus, ele sabe o que faz.</p>
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		<title>Meditando em Ezequiel 37:1-14</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jan 2018 23:55:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Avivamento]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Ezequiel]]></category>
		<category><![CDATA[Ossos secos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos na superfície do vale e estavam sequíssimos. Então, me perguntou: Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos?&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos na superfície do vale e estavam sequíssimos. Então, me perguntou: Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos? Respondi: SENHOR Deus, tu o sabes. Disse-me ele: Profetiza a estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR. Assim diz o SENHOR Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis. Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que eu sou o SENHOR”</p>
<p>Ezequiel era um sacerdote (1.3) e estava exilado junto com seu povo em Babilônia a mais de 1000 quilômetros de Jersusalém quando foi chamado por Deus para profetizar. É o único livro profético em estilo autobiográfico. É escrito na primeira pessoa retratando a visão do profeta.</p>
<p><span id="more-80"></span></p>
<p>Vejamos alguns detalhes do texto:</p>
<p>v.1 – A Ezequiel é mostrado um vale de ossos secos&nbsp; …cheio de ossos – não havia apenas um montão de ossos, mas o vale estava repleto de ossos.</p>
<p>v.2 – … estavam sequíssimos – isso indica que aqueles ossos já estavam ali faz um tempo, para estarem sequíssimos.</p>
<p>v.3 – Deus entra em diálogo com Ezequiel – Deus sempre está a busca de dialogar com o homem, desde quando Adão pecou e escondeu é que Deus pergunta e questiona onde estamos.</p>
<p>v.4 – Profetiza – A palavra profética era como a palavra de Deus por ocasião da criação. O que Deus está ordenando é que nova vida seja criada a partir de sua palavra.</p>
<p>v.7 – … então profetizei segundo me fora ordenado – imaginem a cena de um homem, no meio de um vale cheio de ossos secos abrindo sua boca para conversar com esses ossos – seria considerado um louco.</p>
<p>v.9 – … assopra – isto nos faz lembrar da maneira como Deus deu vida a Adão, soprando-lhes na narina – a palavra ESPÍRITO, SOPRO E VENTO, aqui neste texto em hebraico é uma tradução que vem de um mesmo termo e que em português foi necessário fazer este “intercâmbio” para que haja entendimento – é uma clara referência ao sopro criador de vida de Deus.</p>
<p>v.11 – … pereceu a nossa esperança – muitos sentem-se assim hoje em dia no meio da Igreja, secos, sem esperança, diante de ossos tão secos que não vêm como pode haver mudança. Me sinto assim muitas vezes. É nessas horas que precisamos OUVIR Deus.</p>
<p>v.12 – … abrirei a vossa sepultura – a visão que Deus está dando para Ezequiel começa com um vale cheio de ossos secos, mas amplia-se a ação da profecia de Deus e até aqueles ossos apodrecidos, quem sabe já em forma de pó é atingida pela visão de Deus – Deus amplia a visão e a maneira como vai agir.</p>
<p>Mas o que tem isso a ver conosco hoje?</p>
<p>Deus mesmo compara esse vale de ossos secos com o seu povo – v. 11. Exilados, com dificulades, sem esperança, secos, longe de casa, sem dinheiro, escravos, sozinhos, deprimidos … o povo de Deus encontrava-se como um montão de ossos secos – é assim que nos sentimos muitas vezes, pelo menos eu me sinto às vezes.</p>
<p>Entretanto no capítulo 37 Deus está aqui entrando em diálogo com Ezequiel. E este é um momento em que os céus param. Quando Deus, Todo Poderoso, olha nos olhos de um homem e entra em diálogo com ele. A pergunta de Deus a Ezequiel não é primariamente a respeito de ossos e vales, mas sim sobre a louca, humanamente insana, possibilidade de o impossível acontecer. Adoro esta parte.</p>
<p>E a resposta de Ezequiel, embriagado com a pessoa de Deus, foi: “Senhor tu o sabes”. Em outras palavras ele estaria afirmando: Eu não tenho uma revelação sobre isto; não sei como acabará, não tenho poder para resolver e não posso me responsabilizar sobre o que isto acarretará, mas se o Senhor crê eu também creio que ressuscitarão.</p>
<p>Ao dissertar sobre o caráter cristão, nossa posição diante de Deus e dos homens, daquilo que somos em Cristo, até onde vai nosso compromisso, bem como sobre a intervenção de Deus em meio às crises pelas quais passamos, quero lhe mostrar justamente que Deus, soberanamente, dirige nossos passos para que entremos em consonância com Ele mesmo.</p>
<p>O escritor de Hebreus, no capítulo 12, trás para nós algo tremendamente sério, ao afirmar que “as coisas não abaladas permanecerão” (Hb 12:27). O que é abalável, quando Deus resolve balançar as coisas não permanecem, são abaladas e devem sair de cena. O escritor trata então do que não pode ser abalado – que é justamente o “reino inabalável” de nosso Deus, pois nossas vidas, o reino, seus planos e o cumprimento delas estão baseadas não em como nós enxergamos, ou de acordo com o que arquitetamos, mas sim, na pessoa do nosso Deus. Depreendemos daí que tudo o que não é do reino inabalável em nós, certamente não permanecerá – só o que for baseado em Deus fica, o resto sai de cena, cai!</p>
<p>Então podemos entender que ante a sequidão, ante os problemas, ante qualquer coisa que pareça impossível aos nossos olhos, é necessário munir nossa vida da visão de Deus a respeito de qualquer assunto – mesmo que não saibamos o que vai ser, pois ele pode transformar um vale de ossos secos em lugar de vida e prosperidade.</p>
<p>É de Deus a PALAVRA PROFÉTICA e não nossa; é dele o SOPRO DE VIDA e não de nossas obras.</p>
<p>A partir disso então saberemos que “o Senhor disse isto e o fez” (v. 14).</p>
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		<title>Não abro mão; nunca abrirei mão; sempre estarei aqui e assim Senhor!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jan 2018 06:27:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Figueira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem dias em que nos sentimos pequenos, desprotegidos, impotentes &#8211; hoje pra mim está sendo um destes dias. Estou procurando encontrar aqui, em algum lugar dentro de mim, aquele &#8220;componente&#8221; colocado em nós, por Deus, que se aquieta e sossega o coração descansando nele, no seu poder e na sua condição de Criador e Soberano&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Existem dias em que nos sentimos pequenos, desprotegidos, impotentes &#8211; hoje pra mim está sendo um destes dias.</p>
<p>Estou procurando encontrar aqui, em algum lugar dentro de mim, aquele &#8220;componente&#8221; colocado em nós, por Deus, que se aquieta e sossega o coração descansando nele, no seu poder e na sua condição de Criador e Soberano de nossas vidas &#8211; reconheço que está sendo difícil, como procurar uma agulha num palheiro.</p>
<p>As vezes a ignorância é uma bênção e algumas vezes saber demais, pensar demais, conjecturar demais, inquirir, perguntar &#8230; dá pra gente SENSAÇÕES que não gostaríamos de sentir.</p>
<p><span id="more-79"></span></p>
<p>Deus tem feito MUITOS milagres em minha vida &#8211; minha vida é um MILAGRE QUE ANDA, literalmente. Ele tem sido ao longo dos meus dias extremamente paciente e misericordioso. Alguns sentimentos que estou olhando dentro de mim agora vejo que foram colocados ali dentro por ele e por isso ORO, gemendo, gemidos que só ele pode entender, pois conhece a sua vontade e conhece também o que ele mesmo construiu em mim.</p>
<p>Vou fazer como Habacuque que se colocou na torre de vigia e esperou para ver o que Deus tem pela frente.</p>
<p>Tenho o mesmo sentimento que ele teve nesta hora em que compôs este cântico:</p>
<p>&#8220;Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação&#8221; (Habacuque 3.27-18).</p>
<p>Não abro mão; nunca abrirei mão; sempre estarei aqui e assim Senhor.</p>
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		<title>Meditação em MATEUS 25.14-30 &#8211; A PARÁBOLA DOS TALENTOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jan 2018 15:56:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Parábolas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aqui em Mateus, vemos Jesus explicando sobre o Reino de Deus (Mateus usa a expressão Reino dos Céus – sinômina) através de exemplos comparativos – as parábolas contam histórias que tem os princípios do ensino que se quer dar – não dá pra pegar todos os detalhes das parábolas e aplicá-las em nossa vida, mas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui em Mateus, vemos Jesus explicando sobre o Reino de Deus (Mateus usa a expressão Reino dos Céus – sinômina) através de exemplos comparativos – as parábolas contam histórias que tem os princípios do ensino que se quer dar – não dá pra pegar todos os detalhes das parábolas e aplicá-las em nossa vida, mas podemos retirar dela os princípios para a vida cristã; Jesus usava método pedagógico que o povo confunde com lei e regra. A parábola não é uma regra, mandamento, lei, mas forma de ensino.</p>
<p>Aqui vemos Jesus expondo sobre o reino, o senhor (Ele), os servos (nós), os bens do reino (dons para o serviço) e então a partir disso desenvolve-se a parábola onde podemos tirar muitas lições.</p>
<p><span id="more-78"></span></p>
<p><strong>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; O CHAMADO E OS BENS DO REINO</strong></p>
<p>v. 14 – chama os seus servos – é clara a alusão ao reino de Deus em relação à questão do relacionamento de Jesus (o Rei) com os seus servos (nós). Ele nos chama (aqui o chamado é para o serviço e não para a salvação) para designar serviços dos servos que tomarão conta da sua Igreja enquanto ele estiver ausente</p>
<p>confia a eles os seus bens – a parábola tem a história de valores reais. No reino de Deus porém, o valor não se mede na forma de moedas, ouro e prata, mas sim no serviço prestado a outros e a Deus.</p>
<p>Nós (os servos) cuidamos dos bens (os dons e talentos para o serviço cristão – edificação da igreja, construção do corpo de Cristo), pois Jesus confiou isso a nós.</p>
<p>Efésios 4.7 e 8 – ele (Cristo) subiu (saiu de nossa vista) e concedeu (deu) dons (talentos) a Igreja</p>
<p>Os dons são a coisa mais preciosas do Reino. É o grande investimento que o Rei faz no seu reino e nos servos do reino, justamente para que eles tenham condições de cuidar de tudo enquanto ele não volta.</p>
<p>v. 15 – a um deu cinco&#8230; a outro dois&#8230; a outro um – O senhor repartiu os talentos com os seus servos, ele confiou os bens do seu reino aos servos.</p>
<p>Vejamos:</p>
<p>Um talento era igual a 6000 denários<br />
Cada denário é igual ao salário de um dia<br />
Então um talento é igual ao salário de 6000 dias de trabalho – ou 16 anos de trabalho.</p>
<p>Diária – R$ 30,00 (média)<br />
6000 diárias – R$ 180.000,00 (um talento)</p>
<p>5 talentos – R$ 900.000,00<br />
2 talentos – R$ 360.000,00<br />
1 talento – R$ 180.000,00</p>
<p>A idéia do dinheiro é apenas demonstrativa de importância – o talento era a mais alta unidade monetária existente – era uma soma de dinheiro praticamente incontável pelos padrões da época.</p>
<p>Jesus queria com isso demonstrar que ele confia os bens do reino (dons para o serviço na igreja) para os seus servos – esses são os bens mais preciosos, tem a ver com o poder para executar as tarefas que Deus nos concede.</p>
<p><strong>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; OS BENS DO REINO E A CAPACIDADE PESSOAL</strong></p>
<p>&#8230; a cada um segundo sua própria capacidade – Jesus sabe o que faz em relação aos dons que nos dá – ele nos conhece e não nos daria nada que estivesse acima de nossa capacidade de aprendizado e trabalho.</p>
<p>Quando ele nos dá um dom ou mais é porque já temos a capacidade (talento pessoal, faculdade de entendimento e desenvolvimento) de fazer com que aquele dom seja exercido, podemos multiplica-lo, ir além dele, transforma-lo para que seja cada vez mais útil e nos faça bem. O dom que Deus nos dá, exercido dentro do seu reino, nos capacita a ter uma auto-estima melhor e também realização pessoal na vida, além, é claro do crescimento do seu reino, edificação do seu corpo e o cuidado com outros.</p>
<p>v. 20 – outros cinco talentos &#8211; v. 22 – outros dois talentos – os servos que receberam mais talentos desenvolveram os seus talentos de modo que entregaram para o seu senhor o dobro do que receberam.</p>
<p>Quando Jesus nos derrama os seus dons ele espera que haja em nós amadurecimento e que desenvolvamos as áreas para as quais fomos chamados para o serviço, para que no final dos tempos possamos chegar pra ele e entregar muito mais que recebemos.</p>
<p>v. 25 – escondi na terra o talento (que me deu) – esse outro porém recebe do seu senhor parte dos seus bens, porém o esconde na terra (enterra) e depois de todo o tempo passar&nbsp; devolve aquilo que o seu senhor lhe deu, sem que nada fizesse durante o tempo que o senhor ficou fora com aquilo.<br />
<strong><br />
3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; A INUTILIDADE DO SERVO<br />
</strong><br />
v. 30 – servo inútil – Jesus mostra que aquele servo que não colocou o dinheiro nem no banco para receber juros e multiplicar o ganho era apenas um inútil, alguém que o senhor não poderia contar.</p>
<p>Não foi exigido do servo que recebeu menos negociar com valores iguais ao que recebeu 5 ou 2 – o senhor queria que ele cuidasse de uma parte dos bens, de acordo com a capacidade dele mesmo.</p>
<p>&#8230; Cada um conforme sua capacidade&#8230;</p>
<p>Não adianta alguém que recebe o dom para ensinar querer negociar com o seu dom para se transformar-se em uma pessoa de cura, por exemplo. Cada um tem sua capacidade, seu dom ministerial e deve desenvolver esse dom, para fazer o que for melhor ainda por ele e com ele. É isso que Deus quer de nós, nada além, nem a menos.</p>
<p>Relendo a parábola para hoje encontramos muitas semelhanças:</p>
<p>Há um reino – de Jesus<br />
Os servos – nós<br />
Os talentos – os dons para o serviço na igreja<br />
É necessário desenvolve-los (trabalhar no que recebemos de Deus para melhorar, aperfeiçoar)<br />
É preciso ser achado útil na vida com Deus e isso reflete não só na aceitação do Senhor, mas também em nossa auto-estima e realização pessoal</p>
<p>Cada um conforme a capacidade que já tem. Você tem dons e talentos que Deus, pois além dele capacitar você espiritualmente já colocou em você na sua formação, nascimento etc tudo aquilo que é necessário para o desenvolvimento destes.</p>
<p>Exerça os seus dons com misericórdia, compaixão, amor, paz, alegria e muito prazer, pois esta parte da vida com Deus é aquilo que nos faz participantes da sua graça derramada sobre as pessoas.</p>
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		<title>Colossenses 1.27</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jan 2018 03:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Plano de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Revelação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;O plano de Deus é fazer com que o seu povo conheça esse maravilhoso e glorioso segredo que ele tem para revelar a todos os povos. E o segredo é este: Cristo está em vocês, o que lhes dá a firme esperança de que vocês tomarão parte na glória de Deus&#8221; (Colossenses 1.27 &#8211; NTLH)&#8230;</p>
<p>O post <a href="https://gedeon.lidorio.com.br/colossenses-127/">Colossenses 1.27</a> apareceu primeiro em <a href="https://gedeon.lidorio.com.br">Auriciene e Gedeon Lidório</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O plano de Deus é fazer com que o seu povo conheça esse maravilhoso e glorioso segredo que ele tem para revelar a todos os povos. E o segredo é este: Cristo está em vocês, o que lhes dá a firme esperança de que vocês tomarão parte na glória de Deus&#8221; (Colossenses 1.27 &#8211; NTLH)</p>
<p>Os planos de Deus revelados são sempre claros e objetivamente apontam para Cristo. A frase de Paulo &#8211; &#8220;Cristo está em você<span class="text_exposed_show">s&#8221; &#8211; resulta da percepção ao olhar para os cristãos que moravam em Colossos e enxergar neles características daqueles que tem dentro de si esse Cristo maravilhosamente revelado por Deus. </span></p>
<p><span id="more-58"></span></p>
<p>Isso sempre me chamou a atenção: que características são essas?</p>
<p>Paulo dá alguns indicativos, que não satisfazem à minha pergunta totalmente, mas creio que minha curiosidade vai além do &#8220;revelado&#8221; ali. Vejamos o que Paulo diz:</p>
<p>&#8220;&#8230; ficamos sabendo da fé que vocês têm&#8221; (v.4). Fé que se mostra é uma característica daqueles que tem Cristo dentro de si.</p>
<p>&#8220;&#8230; o amor que vocês tem&#8221; (v.5). Outra característica revelada ali é que possuiam &#8220;amor que o Espírito deu a vocês&#8221; (v.8).</p>
<p>Depois destas duas características que ele cita, apenas menciona o que irão se tornar vivendo essa vida de Cristo e que essa proximidade lhes daria condições para &#8220;suportar tudo com paciência&#8221; (v.11).</p>
<p>Acho interessante, que em lugar algum, Paulo menciosa qualquer aspecto de RELIGIOSIDADE vazia e cúltica, mas ressalta o que eles tem e vão ter em meio à sua vida normal, em meio às famílias, aos amigos, à sociedade, aos negócios, às conversas.</p>
<p>No versículo 10 ele ressalta: &#8220;Desse modo, vocês poderão viver como o Senhor quer e fazer sempre o que agrada a ele. Vocês vão fazer todo tipo de boas ações e também vão conhecer a Deus cada vez mais&#8221;.</p>
<p>VIVER e não apenas cultuar em um templo religioso &#8211; viver requer amanhecer, levantar-se, tomar seu café, ir para o trabalho, fazer suas tarefas, sair para o almoço, retornar ao trabalho, continuar realizando suas tarefas, depois ir pra sua casa, jantar com a família, celebrar a vida com os amigos&#8230; coisas tão comuns, que fazem parte e são o que constroem nossos dias e nossa vida &#8211; e é em meio a tudo isso que eles (e nós) poderão viver com o Senhor e como o Senhor quer e irão conhecer a Deus cada vez mais.</p>
<p>Conhecer a Deus cada vez mais depende, ao que parece sempre nos textos de Paulo, de uma vida cotidiana de verdadeiro interesse pelo Senhor e pelo que ele é capaz de fazer em nossa lida diária.</p>
<p>A última parte do versículo 27 me dá uma sensação maravilhosa de dependência de Deus, pois o fato de Cristo estar em nós &#8220;dá a firme esperança de que vocês tomarão parte na glória de Deus&#8221; &#8211; isso é tremendamente reconfortante pois a esperança não reside em mim, mas no fato de Cristo estar em mim (em nós).</p>
<p>Inferido daí, resulta pra mim algo pra mim maravilhoso: o amor e a fé (que vem de Cristo pelo Espírito) são suficientes para vivermos uma vida que agrada a Deus e isso nos fará participar da sua glória. Basear nossa vida cristã em algo &#8220;além disso&#8221; é legalismo e religiosidade vazia.</p>
<p>Deus quer e vai usar para &#8220;se revelar a todos os povos&#8221; (v.27) aqueles que tem fé e amor que brotam da sua união com Cristo e não aqueles que são os &#8220;santos de plantão&#8221;, os que se &#8220;acham sem pecado&#8221;, &#8220;os religiosos&#8221;, os que julgam pela aparência e vêem pecado em tudo quando Deus mesmo &#8220;nos libertou do poder da escuridão e nos trouxe em segurança para o Reino do seu Filho amado&#8221; (v.13).</p>
<p>Iniciar o ano lembrando que a graça de Deus em Cristo é o combustível para a fé e o amor e que estes dois aspectos da vida é que fazem diferença, mas que nada disso brota de nosso esforço ou coração, mas vem de Deus, em Cristo, por meio do seu Espírito, é algo impagável e abosultamente reconfortante.</p>
<p>Vivamos a vida que o Senhor planejou para nós.</p>
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		<title>Pensamentos irados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Dec 2017 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
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		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho alguns amigos e outros apenas são conhecidos que gostam ou veem necessidade de sempre que vão falar, escrever ou mesmo conversar de trazer alertas ou mesmo de mostrar o que as atitudes cristãs &#8220;menos louváveis&#8221; podem trazer para a vida do povo, da igreja, da família e assim por diante. Acho interessante termos mesmo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho alguns amigos e outros apenas são conhecidos que gostam ou veem necessidade de sempre que vão falar, escrever ou mesmo conversar de trazer alertas ou mesmo de mostrar o que as atitudes cristãs &#8220;menos louváveis&#8221; podem trazer para a vida do povo, da igreja, da família e assim por diante. Acho interessante termos mesmo uma visão crítica sobre o andamento da vida da Igreja em nosso país hoje, ma<span class="text_exposed_show">s noto que esses, via de regra, sempre tem uma palavra &#8220;negativa&#8221;, pra condenar, pra mostrar o erro, porém a solução que apontam é quase sempre simplista, não dizem que caminho seguir apenas que caminho não seguir como se essa negação fosse produzir o resultado esperado. A Bíblia sempre faz diferente: quando Deus condena ações de seu povo ele diz o que está errado e aponta a solução para que isso se resolva. Uma palavra de ânimo surte muito mais efeito benéfico para que está &#8220;caído&#8221; do que um tapa no rosto, porém, alguns, pelo apelo fundamentalista de pensar a vida cristã, creem mesmo que o tapa no rosto é a única opção e assim maltratam em nome de Deus, desgraçam a vida de muitos e no fim ainda sentem como se tivesse &#8220;lutado o bom combate e guardado a fé&#8221;. Deus não precisa que façamos o trabalho que é dele, internamente em nossa vida através do Espírito Santo. Ele nos colocou um ao lado do outro para EDIFICARMOS a vida uns dos outros. Paulo, sabiamente diz que somos entregues à Igreja como dons que vivem &#8220;com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro&#8221; (Efésios 4.11-14).</span></p>
<p><span id="more-64"></span></p>
<p><span class="text_exposed_show">Note que não cair pela astúcia dos que induzem ao erro (que é esse o objetivo maior daqueles que são duros, cortam reto e querem brigar por qualquer coisa que pareça ser &#8220;errada&#8221; aos seus santos olhos!) é a última coisa da instrução: para que isso aconteça é necessário &#8220;aperfeiçoamento&#8221;, &#8220;edificação&#8221;, &#8220;unidade da fé&#8221;, &#8220;pleno conhecimento de Jesus&#8221;, &#8220;perfeita varonilidade&#8221;, &#8220;estatura da plenitude&#8221;&#8230; muitas coisas estão acontecendo na nossa vida com o fim de nos levar a estatura de Cristo e essas manifestações inflamadas contra o erro, contra a desgraça, contra tudo e todos não amadurecem ninguém, ao contrário, mantém cativo o pensamento a um Deus IRADO DO CÉU que está a fim de destruir você com um raio se errar (visão grega de Zeus no Olimpo com os raios nas mãos!!). </span></p>
<p>Eu imagino o quanto Deus sofre com essa visão que temos dele, pois um Deus que se dispôs a ENCARNAR, sofrer nossa vida, tomar sobre si nossos pecados, tirar nossa enfermidade, sarar nossa alma MORRENDO na cruz a morte que nem dele era &#8211; e fez isso por AMOR &#8211; um Deus assim, RAIVOSO no céu não combina com a entrega de Cristo na cruz.</p>
<p>Encarar o fato de que Deus ficou SATISFEITO com o sacrifício de Cristo na cruz é demais para os fundamentalistas de plantão. Nossa vida deve ser uma resposta ao amor de Deus e não pelo medo gerado de suas flechas. Sempre que me pego pensando nisso Deus fala comigo e me lembra de que quem ACUSA é o Diabo e não ele. Ele vem como perdoador, misericordioso, advogado e assim por diante. Uma vida que reconhece que Deus fez tudo o que devia e que não há mérito nosso nos levará mais para perto dele. Uma vida que reconhece que os fatos, as músicas, as atitudes, as pessoas são apenas seres que lutam contra Deus e que devem ser combatidos só nos levará mais para perto de uma religiosidade vazia, infrutífera e que não dá acesso a Deus.</p>
<p>Quando deixarmos de fazer o trabalho de Deus teremos tempo de sobra para viver a nossa vida e amar as pessoas.</p>
<p>Ame hoje !!!</p>
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		<title>Meditação no Salmo 50</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Dec 2017 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Meditação]]></category>
		<category><![CDATA[Salmo 50]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Meditar nos Salmos tem sido ao longo de minha vida uma tentativa de entender poeticamente a vida e a ação de Deus para conosco. Gosto muito da linguagem poética e a poesia que sempre fez parte de minha vida, agora vem com tudo e tomou minha alma . Este Salmo em especial, 50, é extraordinário&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Meditar nos Salmos tem sido ao longo de minha vida uma tentativa de entender poeticamente a vida e a ação de Deus para conosco. Gosto muito da linguagem poética e a poesia que sempre fez parte de minha vida, agora vem com tudo e tomou minha alma . Este Salmo em especial, 50, é extraordinário como a mensagem é passada num tempo tão longe de nós, mas fica sempre tudo tão atual.<span id="more-66"></span></p>
<p>A cena é de Deus, um Deus grandioso, em meio a um “fogo devorador” (v.3). A imagem de Deus aparecendo no &#8220;fogo devorador&#8221; é um Deus preocupado com a atitude do seu povo em relação à sua vida prática (dia a dia, nos relacionamento horizontais) bem como na sua prática de vida com Deus (relacionamento verticalizado, se posso assim dizer, com temor).</p>
<p>Deus vem e ele não está a fim de “guardar silêncio” (v.3); Deus chama dos “céus lá em cima e a terra, para julgar o seu povo” (v.4), para testemunhar sobre sua fala, sobre seu discurso. O julgamento sempre é uma atitude de Deus que tem a ver com principalmente três coisas: 1) apontar um caminho errado desenvolvido pelo seu povo; 2) mostrar um caminho melhor para eles e 3) falar das consequências das atitudes tomadas que os levam para longe de Deus.</p>
<p>É uma Teofania em meio ao fogo, um fogo que arde, que soprado pela tormenta aumenta até queimar tudo – até não deixar nada sem ser queimado. Lembro aqui, talvez quando Paulo escreve, ele se lembra também deste texto, quando diz que quando comparecermos perante o Senhor com nossas obras nas mãos, tudo aquilo que não for eterno será queimado por este &#8220;fogo devorador&#8221; (Paulo aos Coríntios), dando-nos uma ênfase correta do que Deus espera de nós. Viver a vida na eternidade é a única maneira de participarmos ativamente dos planos e propósitos de Deus para a nossa vida e para a vida daqueles que estão ao nosso redor.</p>
<p>v.1 – “Fala” – Deus não permanece calado ele abre a sua boca e nos traz para si mesmo.</p>
<p>“Poderoso, o Senhor Deus” – “El Elohim Javeh” – Asafe junta em uma expressão três títulos que falam sobre Deus – títulos de descendência sumeriana (terra de Abraão) – “El” – Poderoso, Deus supremo, “Elohim”, de origem cananéia, significando “Deus Universal” ou mesmo o Deus de todos os povos e no final &#8220;Javeh&#8221; o tetragrama que é o nome especial de Deus para o povo de Israel. Esse grupo de títulos sugere majestade, controle, abrangência geral e o desejo aqui parece ser uma demonstração de que Deus não está falando isso apenas para o povo de Israel, mas para todos os povos da terra, inclusive o nosso dos dias de hoje.</p>
<p>Deus está se mostrando como fogo e esse fogo é pra forjar-nos para uma vida de arrependimento, de quebrantamento. Os pesos que nos embaraçam os pés precisam ser retirados para um caminhar mais sadio diante de Deus.</p>
<p>A princípio parece que Deus está querendo devorar os &#8220;incrédulos&#8221; que não pertencem ao seu povo, mas no fim do versículo 4 vemos que a ação de Deus ao repreender aqui está direcionada para sua própria casa, ou seja, o seu povo é o alvo da admoestação.</p>
<p>No versículo 5 há a clara designação de quem é esse povo: são os &#8220;santos&#8221; que são de Deus através da &#8220;aliança&#8221; e que o cultuam e adoram por meio de &#8220;sacrifícios&#8221;. Entendo que sacrifício aqui englobe a ideia da adoração, de culto prestado, de coisas que são como aroma suava para Deus e não apenas o cruento ato de matar animais, que fazia parte sim, mas que não era o todo.</p>
<p>Asafe divide esse povo em dois grupos distintos e acho muito interessante como o salmista vê essa questão, principalmente porque quando leio, vejo a mesma coisa nos evangelho onde Jesus admoestava principalmente estes dois grupos de pessoas em meio a Israel.</p>
<p>O primeiro grupo a ser recriminado são os RELIGIOSOS.</p>
<p>v.7 a 15 – RELIGIOSOS – são os que substituem Deus pelas coisas, substituem um relacionamento por rituais religiosos, sentindo-se perfeitos, necessários à religião e ao culto, como se de Deus apenas restasse uma pobre caricatura, onde Deus é o necessitado; ele precisa que eu o cultue, ele precisa de meus “sacrifícios”, ele precisa de mim (v.12).</p>
<p>Os religiosos não são repreendidos por Deus pela falta do culto, por faltarem à “igreja”, por não realizarem os atos do culto de maneira constante e ordenada, modo contrário, ele diz que esses o cultural “continuamente” (v.8). Esse grupo no meio do povo de Deus ao menor sinal de problema se volta para os rituais e para o culto ao invés de ir a Deus para um relacionamento íntimo.</p>
<p>Podemos facilmente aplicar a mesma coisa aos nossos dias, numa releitura rápida, olhando para a igreja, povo de Deus onde esse grupo também se encontra e são enfatuadamente cheios de rituais, cheios de culto, cheios de um tradicionalismo religioso institucional, apegando-se ao louvor, ao culto, aos sacrifícios, aos holocaustos&#8230; trocam Deus pelo ritual, trocam Deus pelo culto e não se sentem a vontade num relacionamento, pois é mais fácil cumprir uma obrigação que deixar-se conhecer e abrir-se diante de Deus que é o que Deus espera, que se abram, que se joguem em seus braços, que se desarmem e fiquem desesperadamente abertos. Não é pompa que Deus quer, não é culto, nem sacrifícios ou holocaustos mas INTIMIDADE e RELACIONAMENTO.</p>
<p>Deus do céu, na eternidade, nos escolhe, nos chama, providencia sacrifício em nosso lugar, aceita o oferecimento de Jesus, nos torna habitação sua – tudo isso não para promover o culto ou o sacrifício, mas para que possamos nos relacionar com ele – COM INTIMIDADE, intimidade essa que o Pai tem apenas com o Filho – é esse nível de relacionamento que Deus quer, que Deus requer, que Deus espera de nós, como esperou do seu povo.</p>
<p>Aqui é um paradoxo que gostaria apenas de pontuar: será que entendemos mesmo o relacionamento com Deus? Será que não apenas substituimos um relacionamento entre estas duas pessoas (ele e eu) por culto? Por templos? Por eventos? Por ofertas? Por entrega de dízimo? Será que não estamos sendo religiosos ao invés de amigos de Deus? Tudo isso parece muito próximo de nós, quando tudo que tem a ver com a visibilidade da vida da igreja (em meio às denominações, templos, cultos, festas, eventos e tanto mais) substitui a pura comunhão com o Espírito de Deus, pessoalmente, abrindo a alma aflita e cheia de dor a um Deus restaurador, sarador, curador de feridas. Raramente conseguiremos ser tão sinceros com Deus em um culto público como deveríamos, acho que até por isso Jesus quando nos instrui a orar, não despreza a oração pública sincera, mas fala &#8220;quando entrares no seu quarto&#8221; (na intimidade do lugar onde somente você sabe e Deus te vê, é lá, sozinho muitas vezes que Deus quer se relacionar com você).</p>
<p>O segundo grupo são os HIPÓCRITAS</p>
<p>v.16-21 – os HIPÓCRITAS – entendo que esse grupo &#8211; diferente daquele que quer mesmo viver a vida com Deus por meio da RELIGIÃO, do culto, do templo, esse apenas se mostra religioso como os demais, ou ainda melhores: são santos no falar, no repetir (v.16), mas que estão tão longe de viver estas verdades pois não tem sinceridade no seu coração. O primeiro grupo, por mais errado que esteja, trocando Deus pelos rituais de culto, permanece sincero diante do Senhor.</p>
<p>O hipócrita vê apenas a si mesmo e pensa que é igual a Deus, por isso tem poder para viver a vida da maneira que quiser e Deus, que o escolheu afinal, tem de o aceitar da maneira como está (V.21). Mas Deus não se cala, ele pergunta, ele questiona (v.21), ele quer uma mudança e mudança rápida.</p>
<p>Deus não quer eliminar o seu povo, mas levá-lo ao arrependimento e ao quebrantamento, mas ele sabe que a ação que requer deve ser muito rápida, pois se não considerarmos esta questão seremos despedaçados (v.22) sem que sobre alguém ou alguma coisa que nos recoloque novamente no lugar. A religiosidade e a hipocrisia sempre nos levam para a derrota. Deus não está, entendo eu, propondo um castigo, mas apontando as consequências dos atos e das escolhas religiosas.</p>
<p>Mudança rápida é o que ele quer e além disso requer que preparemos um caminho (v.23) para que ele nos mostre a salvação; salvação concreta: mudança da maneira como nos relacionamos com Deus: Deixar a religiosidade e a hipocrisia para viver uma vida de sinceridade diante do Senhor, rasgando o seu e o meu coração para ele.</p>
<p>Esta mudança, radical para muitos, ainda pode ser feita. Ainda há tempo – não espere tudo se quebrar, mas converta-se ao Senhor.</p>
<p>Essa conversão da Hipocrisia e da Religiosidade é difícil demais, pois todas as duas se parecem muito com um relacionamento com Deus. Religiosamente enganamos nosso próprio coração ao cultuarmos Deus não em espírito e em verdade, mas através de nossos rituais e cerimônias. Religiosamente engamos a todos os outros com nossa de prática religiosa falsa, engando a todos, falando, ensinando e corrompendo outros corações.</p>
<p>Que Deus nos ajuda a nos livrar dessa religiosidade e da hipocrisia</p>
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