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	<title>Arquivos Paz - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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	<title>Arquivos Paz - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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		<title>A Missão e a Violência Urbana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 22:37:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Habacuque 1.2-4 Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não me salvarás? Por que me mostras a iniqüidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa, a lei se afrouxa, e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Habacuque 1.2-4<br />
Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não me salvarás? Por que me mostras a iniqüidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida.</p>
<p>O profeta Habacuque provavelmente exerceu o seu ministério entre 609-598 a.C., tendo como contemporâneo seu o profeta Jeremias.</p>
<p>v.2 – até quando – pergunta impaciente, lamento por uma situação possivelmente sem solução.</p>
<p>Clamarei eu – indica clamor (gritos e choro) em alta voz de alguém em profunda aflição.</p>
<p>Violência – este termo fala de uma quebra deliberada por parte da população de forma brutal e incessível dos direitos e privilégios básicos.</p>
<p>Não salvarás – com muita dor e aflição o profeta observa a aparente indiferença de Deus quanto a este sofrimento.</p>
<p><span id="more-50"></span></p>
<p>v.3 – opressão – literalmente este termo tem a ver com o trabalho, é “fadiga” (trabalho, labuta), mas um trabalho que leva a angústia, exaustão e ao desânimo, a fadiga mesmo. Atividades algumas vezes impostas por outros e outras vezes impostas pela situação que não nos trazem benefícios a não ser a fadiga, o cansaço, o desânimo, a incerteza das nossas ações.</p>
<p>Contendas e litígios – a maldade sem controle resulta numa comunidade divida e repleta de suspeitas, acusações e ataques pessoais. Ninguém mais parece ser de confiança.</p>
<p>v.4 – a lei se afrouxa – literalmente é “a lei está entorpecida”. Nesse caso aqui a “lei” é uma referência ao padrão divino para a vida em comunidade. O poder e a influência dos que amam a perversidade tornaram este padrão sem efeito.</p>
<p>O perverso – referência a todos aqueles que tratam com desprezo a vontade do Senhor, sua lei e a própria pessoa de Deus, agindo como se não houvesse nada que os impedisse e nada que os convencesse a mudar de atitude.</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<p>No contexto brasileiro, nos últimos 20 anos a violência se tornou objeto de interesse e discussão amplamente divulgado pela mídia, igrejas, governo e população em geral, o que leva especialista a emitirem sua opinião sobre o assunto e hoje, de acordo com pesquisas divulgadas recentemente é o principal motivo de ansiedade coletiva da população: como ter segurança em meio ao caos e violência que se instaura no contexto urbano?</p>
<p>Professoras da UNICAMP expressão em um artigo sobre violência urbana mostrando dois os dois lados da questão: “Por um lado, a sociedade brasileira tem acompanhado o aumento da violência e da criminalidade; por outro, observa a ausência de respostas por parte das polícias e da Justiça, que se expressa no despreparo das forças policiais para o enfrentamento do crime e nas altas taxas de impunidade” (IZUMINO e NEME: 2002).</p>
<p>Parece que lemos as palavras de Habacuque quando ouvimos as duas professoras manifestarem-se.</p>
<p>Para tomarmos com base um grande centro urbano, São Paulo, vemos que Secretaria de Estado de Segurança Pública afirma que os crimes de homicídio e tentativa de homicídio são os que mais afetam a segurança (8,9% e 8,6% respectivamente) seguido pelo tráfico de drogas (6,8%).</p>
<p>De acordo com a ONU o número de assassinatos em nosso país cresceu 237% o que indica que todos os anos 40.000 pessoas perdem suas vidas no Brasil vítimas da violência, isso representa 11% das vítimas de todo o planeta (CAMPOS: 2004).</p>
<p>Carlos Drummond de Andrade, em seu poema: “Eu, etiqueta” retrata um ser humano moldado pelas conjunturas, o que nos lembra do texto de Paulo aos Romanos, no capítulo 12 – para que não nos deixemos formar pelo molde que não seja o molde de Deus.</p>
<p>Eu, etiqueta</p>
<p>Carlos Drummond de Andrade</p>
<p>Em minha calça está grudado um nome<br />
Que não é meu de batismo ou de cartório<br />
Um nome&#8230; estranho.<br />
Meu blusão traz lembrete de bebida<br />
Que jamais pus na boca, nessa vida,<br />
Em minha camiseta, a marca de cigarro<br />
Que não fumo, até hoje não fumei.</p>
<p>Minhas meias falam de produtos<br />
Que nunca experimentei<br />
Mas são comunicados a meus pés.<br />
Meu tênis é proclama colorido<br />
De alguma coisa não provada<br />
Por este provador de longa idade.<br />
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,<br />
Minha gravata e cinto e escova e pente,<br />
Meu copo, minha xícara,<br />
Minha toalha de banho e sabonete,<br />
Meu isso, meu aquilo.<br />
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,<br />
São mensagens,<br />
Letras falantes,<br />
Gritos visuais,<br />
Ordens de uso, abuso, reincidências.<br />
Costume, hábito, premência,<br />
Indispensabilidade,<br />
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,<br />
Escravo da matéria anunciada.<br />
Estou, estou na moda.<br />
É duro andar na moda, ainda que a moda<br />
Seja negar minha identidade,<br />
Trocá-la por mil, açambarcando<br />
Todas as marcas registradas,<br />
Todos os logotipos do mercado.<br />
Com que inocência demito-me de ser<br />
Eu que antes era e me sabia<br />
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,<br />
Ser pensante sentinte e solitário<br />
Com outros seres diversos e conscientes<br />
De sua humana, invencível condição.<br />
Agora sou anúncio<br />
Ora vulgar ora bizarro.<br />
Em língua nacional ou em qualquer língua<br />
(Qualquer principalmente.)<br />
E nisto me comparo, tiro glória<br />
De minha anulação.<br />
Não sou &#8211; vê lá &#8211; anúncio contratado.<br />
Eu é que mimosamente pago<br />
Para anunciar, para vender<br />
Em bares festas praias pérgulas piscinas,<br />
E bem à vista exibo esta etiqueta<br />
Global no corpo que desiste<br />
De ser veste e sandália de uma essência<br />
Tão viva, independente,<br />
Que moda ou suborno algum a compromete.<br />
Onde terei jogado fora<br />
Meu gosto e capacidade de escolher,<br />
Minhas idiossincrasias tão pessoais,<br />
Tão minhas que no rosto se espelhavam<br />
E cada gesto, cada olhar<br />
Cada vinco da roupa<br />
Sou gravado de forma universal,<br />
Saio da estamparia, não de casa,<br />
Da vitrine me tiram, recolocam,<br />
Objeto pulsante mas objeto<br />
Que se oferece como signo dos outros<br />
Objetos estáticos, tarifados.<br />
Por me ostentar assim, tão orgulhoso<br />
De ser não eu, mas artigo industrial,<br />
Peço que meu nome retifiquem.<br />
Já não me convém o título de homem.<br />
Meu nome novo é Coisa.<br />
Eu sou a Coisa, coisamente.</p>
<p>Parece claro, ao ler o poema, como é que a massificação nos transforma em coisa, uma coisa que age em meio a outras coisas, despersonificando o ser, tratando o ser humano apenas como um objeto descartável e por isso a violência, olhando deste prisma, tem uma ação drástica não somente pela ato em si, da violência, mas do conceito da violência que propõe o descarte de um objeto porque seu uso não é mais necessário ou mesmo onde nos tornamos escravos da matéria, da coisa.</p>
<p>Podemos então perguntar:</p>
<p>A violência nos atinge a todos?<br />
Em que nível ela nos atinge?<br />
O que fazemos para evitar a violência? (nos escondemos, nos isolamos&#8230;)<br />
Porque a violência surge? (o caos toma conta&#8230;.)<br />
Porque parece se insolúvel qualquer ação contra a violência?<br />
O que tem a Missão a ver com a “não violência”?<br />
O que é verdadeiramente paz? (será ausência de guerra?)<br />
Podemos viver uma vida sem nos envolvermos com a violência?</p>
<p>Fontes</p>
<p>CAMPOS, Walmir Lenadro Motta. Os números da violência urbana no Brasil no século XXI. https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/1663/Os-numeros-da-violencia-urbana-no-Brasil-no-seculo-XXI &#8211; acessado dia 10 de outubro de 2009, às 13h51.<br />
IZUMINO, Wânia Pasinato and NEME, Cristina. Violência urbana e graves violações de direitos humanos. Cienc. Cult. [online]. 2002, v. 54, n. 1, pp. 47-49. ISSN 0009-6725.</p>
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