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	<title>Arquivos Hermenêutica - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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	<title>Arquivos Hermenêutica - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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		<title>Solipsismo &#8211; o que está fora de mim não é real</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2019 08:14:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Hermenêutica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Das concepções filosóficas, esta é a que tem um destaque para mim estes dias. Ando pensando muito sobre isso. Preparando alguns materiais, lendo e ouvindo Auri também preparando suas aulas de Psicologia e de Aconselhamento, o termo me parece cada dia mais apropriado para ler nossa realidade. A palavra, que usamos no português, vem do&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Das concepções filosóficas, esta é a que tem um destaque para mim estes dias. Ando pensando muito sobre isso. Preparando alguns materiais, lendo e ouvindo Auri também preparando suas aulas de Psicologia e de Aconselhamento, o termo me parece cada dia mais apropriado para ler nossa realidade.</p>
<p>A palavra, que usamos no português, vem do latim e quer dizer &#8220;só mesmo&#8221;. A ideia da palavra é que não existe conhecimento a não ser aquele que é meu, minha experiência, minha visão da vida e do mundo. Ou seja, para o solipsista, tudo aquilo que está fora da minha própria experiência é irreal e não pode ser verdade e nem provado.</p>
<p>É um ceticismo avançado, por assim dizer, onde se exige a prática do empirismo a partir das próprias experiências individuais. O mundo é somente aquele que é real para mim, não existe o mundo do outro, pois este não pode ser provado, já que não pode ser experimentado.</p>
<p>Ontologicamente o &#8220;eu&#8221; é real, o resto é ilusão.</p>
<p>Nestes termos muita coisa se agrega &#8211; doutrinas exclusivistas no meio eclesiástico que são &#8220;fundadas&#8221; a partir de experiência pessoais e nesse caso, o único com &#8220;visão&#8221; correta do mundo e das necessidades sou o &#8220;eu&#8221; que passei pela experiência. Eu sou o medidor de validade e da verdade.</p>
<p>Outra coisa que se pode explicar pelo solipsismo é justamente a mania nacional em entender que a única maneira correta de se pensar a realidade é a &#8220;minha&#8221; &#8211; os outros, são puramente inimigos ou demonizados. Daí as brigas homéricas em defesa da fé, em defesa dos direitos, em defesa dos políticos, em defesa de qualquer coisa que cheire, pareça ou mesmo seja a &#8220;sombra&#8221; de um pensamento que é do outro. O outro é o demônio.</p>
<p>Numa redoma, o solipsismo se impõe como verdade fundante e realidade soberana e re-interpreta a realidade a partir do &#8220;eu parâmetro&#8221;.</p>
<p>O resto &#8230; como dirá o solipsista: não existe !!!</p>
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		<title>Interpretar a Bíblia em meu contexto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Nov 2018 18:37:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Contexto]]></category>
		<category><![CDATA[Hermenêutica]]></category>
		<category><![CDATA[Interpretação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É interessante ler Rollo May. No seu livro &#8220;O homem a procura de si mesmo&#8221; ele destaca algo que me fez pensar sobre como é que deixamos um grande legado da Reforma Protestante se perder que é interpretar a Bíblia em meu contexto A Reforma, dentre outras coisas, colocou a Bíblia na mão do povo,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É interessante ler Rollo May. No seu livro &#8220;O homem a procura de si mesmo&#8221; ele destaca algo que me fez pensar sobre como é que deixamos um grande legado da Reforma Protestante se perder que é interpretar a Bíblia em meu contexto</p>
<p>A Reforma, dentre outras coisas, colocou a Bíblia na mão do povo, com o intuito claro de retirar a tradição eclesiástica seguida até então de que a Palavra de Deus só podia ser interpretada por sábios doutores da igreja e que o povo era ignorante demais para ler a mesma.</p>
<p>Rollo May, ligando a Reforma Protestante com a Renascença diz: &#8220;<em>O protestantismo, por exemplo, que foi o aspecto religioso da revolução cultural iniciada na Renascença, expressava o novo individualismo, dando destaque aos direitos de cada um e à capacidade para encontrar a própria verdade religiosa</em>&#8220;.</p>
<h4>A Bíblia na mão dos entendidos</h4>
<p>Acho muito interessante como, depois de 500 anos, nos esquecemos disso e &#8220;retiramos&#8221; a Bíblia da mão do povo novamente, tendo líderes religiosos &#8220;sábios&#8221; que ditam o que deve e o que não deve ser interpretado do texto Bíblico que se aplica a nossa vida não deixando que o sujeito, livre pela própria Verdade (Jesus) tenha em si mesmo a &#8220;capacidade&#8221; de ler, interpretar e chegar às suas próprias conclusões. Esse sujeito livre pela Verdade tem também dentro de si também o próprio Deus (Espírito Santo) que o habilita a ler e entender, compreender e interpretar, seguir e chegar às suas próprias conclusões.</p>
<p>Mas isso é perigoso demais para os líderes religiosos de hoje, pois se for assim, perde-se o controle sobre as pessoas.</p>
<h4>Fazendo discípulos de quem?</h4>
<p>Fazer discípulos hoje não é mais apresentar uma pessoa a Cristo, que deseja ardentemente relacionar-se com este ser humano e deixá-los depois de um tempo sozinhos, para que desenvolvam este relacionamento, mas fazer discípulos é transformar o pensamento do outro num pensamento fechado, empacotado, limitado e gananciosamente rentável, criando um Jesus empresário, rico, abastado, cheio de convicções místicas, quase um feiticeiro que cumpre nossa vontade e nos faz ser prósperos.</p>
<p>Deixar que Cristo e o seu Espírito guiem e orientem este discípulo, depois de apresentados ao sujeito não é possível, pois existem muitos atravessamentos doutrinários e teológicos que prendem a nossa ação e nos transforma em líderes que querem pessoas à nossa imagem e semelhança.</p>
<p>Acabamos por trocar o ensino bíblico, coisa que devemos fazer SEMPRE pelo ensino de fábulas e contos da carochinha.</p>
<p>Ensinar a Palavra e ver que alguns &#8220;aderem&#8221; ao seu modo de pensar é uma lógica do MENTORIAMENTO, da formação de LÍDERES, pois isso devemos mesmo fazer e é assim que caminhamos com um &#8220;grupo de pessoas&#8221;. Estes líderes irão pensar concordemente, irão ter a &#8220;mesma mentalidade&#8221; e objetivos. Isso é algo saudável dentro de qualquer &#8220;organização&#8221;. O que não é saudável é não deixar que a pessoa que está sob o seu cuidado tenha seu próprio desenvolvimento e possa, necessariamente, não pensar do mesmo jeito que você em relação à sua própria vida de fé.</p>
<p>Ensinar a Palavra de Deus, expondo-a, e deixar que o Espírito Santo faça o resto com quem ouviu é pedir demais para os santos ensinadores da religião.</p>
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