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	<title>Arquivos Espera - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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	<title>Arquivos Espera - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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		<title>O sentido positivo da espera é o objeto da sua espera</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2018 03:15:25 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho pensado muito sobre ESPERAR. Sempre que falo sobre isso, penso em algumas coisas, dentre ela a ESPERANÇA. O sentido positivo da espera é o objeto da sua espera, o alvo, a esperança de chegar lá. Entre esse chegar lá e o ainda não estar lá há um fator tão forte que chamamos de ANSIEDADE.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho pensado muito sobre ESPERAR. Sempre que falo sobre isso, penso em algumas coisas, dentre ela a ESPERANÇA. O sentido positivo da espera é o objeto da sua espera, o alvo, a esperança de chegar lá. Entre esse chegar lá e o ainda não estar lá há um fator tão forte que chamamos de ANSIEDADE. A espera não concretizada gera uma ansiedade e há pelo menos dois tipos dela: uma comum, normal e outra que é neurótica.</p>
<p>A ansiedade comum é derivada de situações em que o objeto da espera que a gera é algo importante, mas que não abalaria nosso mundo inteiro se não acontecesse ou mesmo se acontecesse alguma coisa errada. Por exemplo: você fará uma prova e não sabe ainda do resultado porque não a fez, mas mesmo que a faça e não se dê bem, a ansiedade pelo resultado é frustrante, porém passa, porque ainda podemos fazer outra prova ou mesmo que não se possa, há sempre outras situações pela frente. A espera de um dia importante chegar, a espera de um resultado, a espera da chegada de alguém&#8230; Todas estas ansiedades são comuns e normais, não nos adoecem.</p>
<p>Porém, existem ansiedades que são neuróticas e a essa precisamos dedicar tempo para cura, para melhora, para entendimento, para estudarmos e nos conhecermos de maneira mais profunda para que ela não nos domine e nem tome conta de nossa existência. Algumas esperas ansiosas neuróticas podem destruir ou mesmo abalar seriamente indivíduos.</p>
<p>A ansiedade neurótica ameaça nosso &#8216;ego&#8217; (self). Quando sofremos com ansiedade e ela se prolonga nosso corpo fica frágil e exposto a doenças psicossomáticas. Os órgãos internos, ameaçados pela não capacidade de controle acabam se voltando uns contra os outros, tanto que Freud afirmava que quase todas as neuroses e outras perturbações da vida humana têm raízes na ansiedade. A ansiedade é talvez a maior força destruidora da saúde e do bem estar.</p>
<p>Viver de maneira ansiosa é deixar de notar e saber que papel devemos assumir diante das situações que se nos acometem &#8211; parece que sempre falta alguma coisa pra que possamos assumir nosso próprio papel em nossa própria história.</p>
<p>Quando o medo diante da vida, das escolhas ou mesmo das necessidades e faltas assume uma proporção que começa a atingir toda a existência a ansiedade então toma conta de nós, então, diante desse quadro nossa existência passa a ser ameaçada.</p>
<p>Shakespeare dizia que os perigos que enfrentamos no presente são menores que a previsão do futuro.</p>
<p>Muitas destas ansiedades estão no nível da consciência, olhamos, enxergamos e vemos aquilo que nos aflige, mas a maioria das ansiedades que são neuróticas estão em estágios inconscientes ou pré-conscientes.</p>
<p>A ansiedade é algo que ainda nos dá condições de pensar que existe solução para o problema que enfrentamos, ou mesmo, enquanto houver ansiedade, há possibilidades ainda de luta contra a ameaça que quer nos atingir.</p>
<p>Rollo May afirma:</p>
<p>“Esta confusão referente a quem somos e o que deveríamos fazer é o aspecto mais penoso da ansiedade. Mas existe um lado positivo: assim como a ansiedade destrói a consciência de nós mesmos, esta pode destruir a ansiedade. Isto é, quando mais forte a consciência, de nós mesmos, tanto melhor podemos lugar e vencer a ansiedade. Esta é um sinal de luta interior. Assim como a febre é sintoma de que o corpo está mobilizando as forças físicas para combater uma infecção, por exemplos os bacilos da tuberculose, a ansiedade é prova da existência de um conflito psicológico ou espiritual”.</p>
<p>Ele ainda fala:</p>
<p>“Há esperança para um paciente de tuberculose enquanto ele tiver febre; mas nos estágios finais da doença, quando o corpo cede, por assim dizer, a febre desaparece e em breve o paciente morre. A única coisa que significaria perder a esperança de vencer nossas presentes dificuldades, como indivíduos [&#8230;] seria a queda na apatia, o fracasso no sentir e enfrentar de maneira construtiva a ansiedade”.</p>
<p>Esse é o perígo que sempre nos acerca &#8211; de, diante das situações ou circunstâncias que nos mantém presos à uma vida que não retrata nosso ser, nossa consciência, não viver de modo autêntico, negar a nós mesmos o direito de ser felizes, negar que podemos e devemos lutar contra aquilo que nos assedia tão de perto, dentro de nossas almas, quando o medo toma conta de nós de tal forma que desanimamos e não vemos mais saídas, e então a apatia vem, o medo transforma-se em conformidade e nessa conformidade apenas nos tornamos aquilo que o medo diz de nós &#8211; afugentamos a vida e abraçamos a mesmice, o dia da rotina, a conformação e o coração então para de sonhar, de desejar e apenas deixamos tudo como está, porque é muito difícil lutar, parece não haver saída, parece não haver o que dizer, parece não haver o que fazer.</p>
<p>Enquanto o conflito persistir, enquanto a ansiedade ainda dominar e coração acelerado bater forte diante da vida é porque esta ainda está pulsando e, portanto, há esperança. É preciso encontrar meios de reforçar nosso conhecimento de nós mesmos, nos tornarmos cada vez mais autoconscientes, auto perceptivos e encontrar forças dentro de nós que nos permitam congregar em nossa própria existência e retirar de nosso caminho a confusão.</p>
<p>Esse não enfrentamento, do medo, da tristeza é algo que tira de nós a realidade e inaugura dentro de nós e ao nosso redor uma vida falsa.</p>
<p>Pedro Leite Machado (psicólogo) diz que:</p>
<p>&#8220;Ao invés de tentar compreender nossa tristeza, tentamos a todo custo disfarçá-la e sufocá-la, não nos permitindo a essa experiência humana. Quando encaramos a tristeza como sinal de fraqueza ou desadaptação, preferimos maquiar nossas emoções com comportamentos aceitos socialmente, onde tudo tem que parecer estar sempre bem e os sorrisos nunca podem faltar em nosso semblante. Ao invés de viver numa farsa, permita-se viver sua tristeza, pois ficar triste não é um erro ou sinal de fraqueza, ela é uma necessidade passageira desse nosso jeito humano de ser&#8221;.</p>
<p>Viver a vida concretamente é viver com enfrentamento. Encarar o medo, a tristeza e a ansiedade que são gerados muitas vezes por processos de espera, espera longa de situações ou necessidades ainda não supridas.</p>
<p>Não disfarçar, mas alcançar um estágio pessoal onde dizemos onde e quando está doendo, assumindo nosso lado de medo, nossa ansiedade diante da vida, sem viver com maquiagens desnecessárias, sem disfarçar com comportamentos aceitos socialmente, onde tudo na vida parece ser a vida de um comercial de margarina na TV &#8211; tudo é &#8220;perfeito&#8221; e encaixa-se perfeitamente.</p>
<p>Permita-se viver a vida como ela é, somente assim poderá caminhar em direção à realização e nesse meio tempo, enquanto caminha, descobrirá que aí está a felicidade.</p>
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		<title>O tempo não para</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Nov 2018 18:43:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Li algo escrito hoje na internet e fiquei pensando na realidade destas palavras, talvez não sirva para todo mundo de maneira inalterada, mas é sempre bom pensar no que estamos fazendo com a nossa vida. Tenho sentido um certo torpor em mim, que me impede de caminhar e dar alguns passos importantes, talvez por causa&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Li algo escrito hoje na internet e fiquei pensando na realidade destas palavras, talvez não sirva para todo mundo de maneira inalterada, mas é sempre bom pensar no que estamos fazendo com a nossa vida. Tenho sentido um certo torpor em mim, que me impede de caminhar e dar alguns passos importantes, talvez por causa das estruturas que estou inserido, talvez por causa da idade, talvez por causa de medo, sei lá, cada um de nós tem detalhes que só nós mesmos sabemos bem discernir e é preciso sempre lembrar que o tempo não para.</p>
<h4>O hoje</h4>
<p>Quando Jesus nos alerta para vivermos o hoje, não ficando ansiosos com o dia de amanhã, quase sempre interpretamos como que não nos preocuparmos com o que teremos ou seremos amanhã, mas viver o hoje nos faria ter a única solução para a vida, porém, não é isso que ele quer dizer. Apesar da ansiedade pelo futuro estar presente em todo mundo, quando isso toma a nossa vida geralmente nos impede de ver as coisas como são na sua realidade hoje e desanimarmos, mais do que nos animarmos ante o futuro.</p>
<p>Jesus sabe que o amanhã não existe ainda e que hoje é o único tempo que temos para viver, mas ele entende também que há uma lei da semeadura e da colheita e também usa esta figura de linguagem para nos ensinar que seremos aquilo que plantarmos HOJE. Aquilo que semearmos em nossa vida e ao nosso redor hoje, será a planta que colheremos mais tarde quando o amanhã se transformar em hoje.</p>
<h4>Esperando?</h4>
<p>Não dá pra viver a vida na &#8220;flauta&#8221; esperando que as coisas aconteçam, se não semearmos no tempo que temos hoje a semente que queremos ver crescer e se transformar em uma árvore frondosa, cheia de frutos.</p>
<p>Fazemos assim profissionalmente, com nosso trabalho, às vezes nos adequando apenas e vivendo o dia com seus problemas, sem planejamento de melhorias ou mesmo desenvolvimento de sonhos. Fazemos assim emocionalmente, deixando de cuidar de certos detalhes de nossa vida hoje, para termos uma vida mais frutífera e menos ansiosa no futuro. Fazemos assim, também, com pessoas que estão ao nosso redor.</p>
<p>Amar a vida, pessoas, alguém, não é simplesmente deixar que tudo venha a ser como queremos ou desejamos, pois o que espera, apenas espera, não alcançará nada no futuro. Amar alguém não é deixá-lo no escuro com nosso amor, é dizê-lo e mostrá-lo sempre. Amar alguém não é deixá-lo no escuro com nossos planos, pois a ansiedade que geralmente toma conta do outro coração não suportará as incertezas da vida e não se desenvolverá bem. Na Bíblia, há uma expressão interessante sobre esperança que fala sobre a esperança que demora muito para ser demonstrada e assim, faz adoecer o coração.</p>
<h4>A espera demasiada faz adoecer o coração</h4>
<p>Agindo assim, e deixando a si ou outros numa &#8220;escuridão&#8221; a respeito dos seus &#8220;planos&#8221;, das suas vontades, dos seus sonhos, não compartilhando aquilo que está dentro de você com aqueles a quem ama, não estará tendo uma demonstração de amor, mas de medo, de falta de respeito para com o outro e até mesmo de um certo movimento sádico em ver o sofrimento do outro e deixá-lo ali, estagnado, sem ação e com dores que lhe fazem adoecer o coração.</p>
<p>Pode ser, que um dia você acordará e não terá mais tempo para fazer as coisas que sempre quis, nem mesmo ter quem você sempre amou. Não cultivou no hoje a esperança e o coração do outro adoeceu de tal forma que é impossível agora estabelecer uma união saudável e profunda.</p>
<p>Pode ser, então, que perceberá, que só fez o que não gostava (mesmo aquilo que nos dá alegria hoje, se não for continuidade para nosso desenvolvimento, no futuro, não trará em si mesmo nenhum valor, serão apenas sorrisos vazios e alegrias momentâneas), só teve quem não amava e perdeu seu tempo de ser feliz por construir seu relacionamento, com essa pessoa que ama, da forma errada, não se entregando, apenas esperando receber, se escondendo, como se compartilhar da vida, do futuro e dos sonhos com quem amamos fosse errado ou invasivo demais.</p>
<p>Pense um pouco nisso e plante aquilo que você realmente quer colher, pois o que está plantando hoje, certamente colherá mais tarde. Essa é a lei inalterável da semeadura e da colheita. Se está plantando esperança, terá a concretização dela no futuro, se está plantando falta de esperança, não espere grandes coisas do futuro. Trate quem você ama como quer ser tratado. Essa é a máxima de Jesus.</p>
<p>Lembre-se: quem faz a sua história é você e uma coisa muito importante a ter em mente: o tempo não para.</p>
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