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	<title>Arquivos Transparência - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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	<title>Arquivos Transparência - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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		<title>O Nascimento do Prazer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Dec 2018 17:04:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gosto de Clarice Lispector, descobrindo o nascimento do prazer: &#8220;o prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer. A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida – e se parece com o início de uma perdição irrecuperável. Esse fundir-se total é insuportavelmente&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto de Clarice Lispector, descobrindo o nascimento do prazer: &#8220;o<em> prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer. A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida – e se parece com o início de uma perdição irrecuperável. Esse fundir-se total é insuportavelmente bom – como se a morte fosse o nosso bem maior e final, só que não é a morte, é a vida incomensurável que chega a se parecer com a grandeza da morte. Deve-se deixar inundar pela alegria aos poucos – pois é a vida nascendo. E quem não tiver força, que antes cubra cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar a vida. Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor, em qualquer silêncio ou em várias palavras sem sentido. Pois o prazer não é de se brincar com ele. Ele é nós</em>&#8220;.</p>
<p>&#8212; <em><strong>Clarice Lispector &#8211; (A descoberta do mundo: crônicas – p.159)</strong></em></p>
<p>Este pequeno trecho retrata muito de nossa luta para &#8220;esconder&#8221; o prazer debaixo de mil máscaras. Não prazer no sentido do &#8220;uso comum&#8221; que se dá, como se prazer fosse apenas algo proibido ou mesmo não mencionável, mas o prazer interno, o gozo, a alegria de ver desejos sendo realizáveis.</p>
<p>Mascaramos, ou como Clarice diz cubrimos &#8220;cada nervo com uma película protetora&#8221;.</p>
<p>Dói, de verdade, no peito esse prazer nascendo, pois vivemos por muito tempo com a máscara do &#8220;não desejo&#8221;, vivenciando momentos e situações em que nada disso parece ser importante, negamos, teimamos em não pensar, mas está lá, vivo, vivido, ativo, querendo sair.</p>
<h4>Saindo detrás das máscaras</h4>
<p>Deixar as máscaras, retirar as proteções, diminuir a função dos mecanismos de defesa e encarar o real sobre a vida é assustador, mas não existe alegria maior que ver-nos, no espelho de nosso alter ego, como realmente somos, mesmo que a imagem seja invertida, dá pra trazer de volta sobre nós e encarando isso, em nós, decidirmos abrir mão da máscara para assumir o real.</p>
<p>Clarice diz muito bem ao afirmar que &#8220;a alegria verdadeira não tem explicação possível&#8221;, pois essa alegria verdadeira tem a ver com o fato de SERMOS e não de TERMOS.</p>
<h4>Ainda Clarice</h4>
<p>Em outro texto ela afirma justamente que</p>
<p>&#8220;Se tudo existe é porque sou. Mas por que esse mal estar? É porque não estou vivendo do único modo que existe para cada um de se viver e nem sei qual é. Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há. Mas alguma coisa está errada e dá mal estar. No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo. Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza. O que há então? Só sei que não quero a impostura. Recuso-me. Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado&#8221; (Agua viva – p.49).</p>
<p>O mal estar da dor no peito por medo de sermos quem devemos ser principalmente por que existem muitas demandas que nos &#8220;impedem&#8221; de caminhar, dar passos, tomar decisões, planejarmos a vida, sermos claros e assertivos conosco e com aqueles que estão ao nosso redor, que vivem enganados de nós mesmos.</p>
<p>Somos, ou pelo menos &#8220;deveríamos ser&#8221;.</p>
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		<title>O tempo não para</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Nov 2018 18:43:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Caminho]]></category>
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		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Li algo escrito hoje na internet e fiquei pensando na realidade destas palavras, talvez não sirva para todo mundo de maneira inalterada, mas é sempre bom pensar no que estamos fazendo com a nossa vida. Tenho sentido um certo torpor em mim, que me impede de caminhar e dar alguns passos importantes, talvez por causa&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Li algo escrito hoje na internet e fiquei pensando na realidade destas palavras, talvez não sirva para todo mundo de maneira inalterada, mas é sempre bom pensar no que estamos fazendo com a nossa vida. Tenho sentido um certo torpor em mim, que me impede de caminhar e dar alguns passos importantes, talvez por causa das estruturas que estou inserido, talvez por causa da idade, talvez por causa de medo, sei lá, cada um de nós tem detalhes que só nós mesmos sabemos bem discernir e é preciso sempre lembrar que o tempo não para.</p>
<h4>O hoje</h4>
<p>Quando Jesus nos alerta para vivermos o hoje, não ficando ansiosos com o dia de amanhã, quase sempre interpretamos como que não nos preocuparmos com o que teremos ou seremos amanhã, mas viver o hoje nos faria ter a única solução para a vida, porém, não é isso que ele quer dizer. Apesar da ansiedade pelo futuro estar presente em todo mundo, quando isso toma a nossa vida geralmente nos impede de ver as coisas como são na sua realidade hoje e desanimarmos, mais do que nos animarmos ante o futuro.</p>
<p>Jesus sabe que o amanhã não existe ainda e que hoje é o único tempo que temos para viver, mas ele entende também que há uma lei da semeadura e da colheita e também usa esta figura de linguagem para nos ensinar que seremos aquilo que plantarmos HOJE. Aquilo que semearmos em nossa vida e ao nosso redor hoje, será a planta que colheremos mais tarde quando o amanhã se transformar em hoje.</p>
<h4>Esperando?</h4>
<p>Não dá pra viver a vida na &#8220;flauta&#8221; esperando que as coisas aconteçam, se não semearmos no tempo que temos hoje a semente que queremos ver crescer e se transformar em uma árvore frondosa, cheia de frutos.</p>
<p>Fazemos assim profissionalmente, com nosso trabalho, às vezes nos adequando apenas e vivendo o dia com seus problemas, sem planejamento de melhorias ou mesmo desenvolvimento de sonhos. Fazemos assim emocionalmente, deixando de cuidar de certos detalhes de nossa vida hoje, para termos uma vida mais frutífera e menos ansiosa no futuro. Fazemos assim, também, com pessoas que estão ao nosso redor.</p>
<p>Amar a vida, pessoas, alguém, não é simplesmente deixar que tudo venha a ser como queremos ou desejamos, pois o que espera, apenas espera, não alcançará nada no futuro. Amar alguém não é deixá-lo no escuro com nosso amor, é dizê-lo e mostrá-lo sempre. Amar alguém não é deixá-lo no escuro com nossos planos, pois a ansiedade que geralmente toma conta do outro coração não suportará as incertezas da vida e não se desenvolverá bem. Na Bíblia, há uma expressão interessante sobre esperança que fala sobre a esperança que demora muito para ser demonstrada e assim, faz adoecer o coração.</p>
<h4>A espera demasiada faz adoecer o coração</h4>
<p>Agindo assim, e deixando a si ou outros numa &#8220;escuridão&#8221; a respeito dos seus &#8220;planos&#8221;, das suas vontades, dos seus sonhos, não compartilhando aquilo que está dentro de você com aqueles a quem ama, não estará tendo uma demonstração de amor, mas de medo, de falta de respeito para com o outro e até mesmo de um certo movimento sádico em ver o sofrimento do outro e deixá-lo ali, estagnado, sem ação e com dores que lhe fazem adoecer o coração.</p>
<p>Pode ser, que um dia você acordará e não terá mais tempo para fazer as coisas que sempre quis, nem mesmo ter quem você sempre amou. Não cultivou no hoje a esperança e o coração do outro adoeceu de tal forma que é impossível agora estabelecer uma união saudável e profunda.</p>
<p>Pode ser, então, que perceberá, que só fez o que não gostava (mesmo aquilo que nos dá alegria hoje, se não for continuidade para nosso desenvolvimento, no futuro, não trará em si mesmo nenhum valor, serão apenas sorrisos vazios e alegrias momentâneas), só teve quem não amava e perdeu seu tempo de ser feliz por construir seu relacionamento, com essa pessoa que ama, da forma errada, não se entregando, apenas esperando receber, se escondendo, como se compartilhar da vida, do futuro e dos sonhos com quem amamos fosse errado ou invasivo demais.</p>
<p>Pense um pouco nisso e plante aquilo que você realmente quer colher, pois o que está plantando hoje, certamente colherá mais tarde. Essa é a lei inalterável da semeadura e da colheita. Se está plantando esperança, terá a concretização dela no futuro, se está plantando falta de esperança, não espere grandes coisas do futuro. Trate quem você ama como quer ser tratado. Essa é a máxima de Jesus.</p>
<p>Lembre-se: quem faz a sua história é você e uma coisa muito importante a ter em mente: o tempo não para.</p>
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