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	<title>Arquivos Pecado - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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	<title>Arquivos Pecado - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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		<title>A boca fala do que está cheio o coração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2020 18:40:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lucas reúne ensinamentos de Jesus no capítulo 6 com alguns objetivos. Dentre eles, há um claro contraste entre aquele coração contrito e arrependido diante de Deus e o outro coração, que demonstra com suas obras, palavras e atitudes que ainda é o mal que comanda sua vida, que ainda não chegou ao arrependimento, pois, &#8220;a&#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Lucas reúne ensinamentos de Jesus no capítulo 6 com alguns objetivos. Dentre eles, há um claro contraste entre aquele coração contrito e arrependido diante de Deus e o outro coração, que demonstra com suas obras, palavras e atitudes que ainda é o mal que comanda sua vida, que ainda não chegou ao arrependimento, pois, &#8220;a boca fala do que está cheio o coração&#8221;.</p>



<span id="more-12095"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus encontra-se (em Lucas 6) com pessoas atormentadas e doentes e os cura, libertando-os do mal que assola sua alma e seu corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Olhando estas pessoas, ele fala com seus discípulos sobre bem-aventuranças, fala sobre felicidade, fala sobre fartura, fala sobre alegria e fala do relacionamento com ele, o Filho do Homem. Estes, que participam da alegria do relacionamento são aqueles sobre quem o arrependimento chegou e conseguem olhar o quão miseráveis são e buscam a Cristo, para a cura de suas vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, ele fala sobre esse outro grupo de pessoas, que ele chama de os ricos. Os ricos são aqueles que não encontram razão para se sentirem miseráveis, pois julgam ter tudo o que precisam, julgam ter felicidade, fartura e riqueza. Não se encontram preocupados e são bem falados e acabam se revelando como pessoas falsas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Novamente ele se volta para os seus discípulos e ensina: amem seus inimigos; façam bem àqueles que odeiam vocês. Abençoem aqueles que amaldiçoam vocês; orem por aqueles que prejudicam vocês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus ainda ensina que amar aqueles que nos amam é fácil e que até os ímpios fazem isso. Fazer o bem às pessoas que nos fazem bem não é nada extraordinário, é esperado e comum.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Confusão</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Creio que há uma grande confusão na cabeça dos discípulos, pois eles aprenderam diferente com a religião judaica, com os saduceus no templo, com os fariseus nas sinagogas, com os mestres da lei, os professores de teologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Olha para alguém rico é olhar para alguém abençoado por Deus &#8211; essa era mais ou menos a teologia da época (não sei se hoje é muito diferente…). Olhar para alguém que afasta os inimigos é ver uma pessoa sábia (era assim que ensinava a teologia da época de Jesus). Tratar alguém com desprezo porque fazia parte da escória da época (mulheres, pobres, doentes, imigrantes, lunáticos etc.) era considerado como bom para a religião, pois na teologia farisaica da época, Deus os estava amaldiçoando por causa dos seus pecados ou dos pecados de seus pais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, Cristo ensina aos seus discípulos como distinguir alguém arrependido e de coração contrito &#8211; e certamente não era por causa dos seus atos de contrição religiosa, ou suas ofertas no gazofilácio, ou mesmo por causa das suas roupas ou ofertas de sacrifício que realizava.</p>



<h4 class="wp-block-heading">O texto Bíblico</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O texto que está entre o verso 43 e o 45 explica compreensivelmente o que Cristo deseja ensinar:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma árvore de boa qualidade não dá fruto ruim, nem uma árvore de má qualidade dá fruto bom. Uma árvore é conhecida pela qualidade do seu fruto. Ninguém colhe figos de espinheiros, nem uvas em árvores espinhosas! Um homem bom, de seu bom coração produz boas obras. E um homem mau, da sua maldade produz más obras. Porque a sua boca fala do que está cheio o coração (Lucas 6.43-45 (NBV).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus demonstra para seus discípulos que uma pessoa com o coração não arrependido não pode produzir coisas boas, pois, esta pessoa apenas produzirá obras carnais, obras podres, frutos de má qualidade.<br>No versículo 45 ele claramente nos diz que as palavras que saem da boca das pessoas são reflexos do que essa pessoa tem dentro de si (do seu coração).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se escuta alguém, aquilo que ele fala e prestamos atenção, certamente escutaremos o seu interior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas que falam o tempo todo em morte, guerra, briga, que despreza pessoas por causa de suas limitações, que não valoriza mulheres e as tem como objeto ou mesmo como humanos de segunda categoria, pessoas sexistas, machistas, egoístas, misóginas, pessoas que desprezam outros por condições políticas, étnicas, culturais e religiosas e tantos outros desprezos, estão apenas e tão somente mostrando do que é feito o seu interior, o seu coração, pois, Jesus afirma em alto e bom som que &#8220;a boca fala do que está cheio o interior&#8221;.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Aquilo que enche o coração</h4>



<p class="wp-block-paragraph">No versículo 45 a expressão cheio é &#8216;perisseuma&#8217; (do grego) e significa: abundância, cheia do que sobra, que preenche. É um substantivo que fala especialmente da abundância que afeta uma situação, ou seja, fala sobre os resultados dessa abundância, daquilo que se deleita, daquilo que enche o coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aquilo que enche o coração, nas palavras de Jesus, também enchem a boca de palavras e aquilo que está dentro sempre (SEMPRE) sai em forma de palavras, de desprezos, de religiosidade vazia, de rituais sem sentido, de cerimônias que dão nojo a Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os discursos de ódio, de divisão, de extrapolamento do civilizado são nada mais nada menos que expressões de um coração pecaminoso não arrependido, aos quais Jesus considera como pessoas que não o conhecem, pois não se relacionam com ele e sim com a religião; não o obedecem; não constrói uma vida sólida, mas nefasta e invadida com toda sorte de desgraça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem é que você está escutando? Que tipo de discurso você está ouvindo?<br>O que você está falando? Do que anda cheio o seu coração?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse tempo de reclusão, de isolamento, de dificuldade, de crise é sempre bom olhar para dentro de si (e ao seu redor) e analisar nosso coração, nosso discurso, nossa vida e também a vida daqueles que estão influenciando nossos pensamentos, nossas palavras, nossas ações.</p>
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		<title>Verdades óbvias sobre nós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2019 14:27:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Gedeon Lidório]]></category>
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		<category><![CDATA[Natureza Pecaminosa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Às vezes penso que nós nos esquecemos de algumas verdade óbvias sobre nós, pois a nossa maneira de enxergar o mundo gira em torno do bem e do mal e nesse dualismo tremendo somos tendentes, mais do que deveríamos, a achar que a vida realmente é assim - uma separação clara do que é bom, do que é ruim, do que é bem e do que é mal.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Às vezes penso que nós nos esquecemos de algumas verdade óbvias sobre nós, pois a nossa maneira de enxergar o mundo gira em torno do bem e do mal e nesse dualismo tremendo somos tendentes, mais do que deveríamos, a achar que a vida realmente é assim &#8211; uma separação clara do que é bom, do que é ruim, do que é bem e do que é mal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ser apenas simples, esse dualismo que mais parece zoroastrismo, precisa urgentemente sair de nós cristãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lendo um relato hoje no Face, meus olhos pararam em um parágrafo desse relato/desabafo. Leia também:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Que cultura estamos construindo que nos faz acreditar que há uma &#8220;escória da sociedade&#8221; e que obviamente não fazemos parte dela?&#8221; (Joabe Santos)</p></blockquote>



<h4 class="wp-block-heading">Acreditamos nisso?</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Olho para homens e mulheres cristãos que parecem realmente acreditar que pertencem a uma casta superior ou mesmo já não deveriam mais ser contados como humanos normais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós, todos, cristãos ou não cristãos, fazemos parte da escória que é a humanidade. Todos fomos gerados em pecado (lembram-se de Davi no Salmo 51.5? &#8220;Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe&#8221;). Todos cristãos e não cristãos, temos dentro de nós a nossa natureza pecaminosa. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Nossa natureza</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Essa natureza está em todos os seres humanos, de todas as épocas. Todos somos desviados da vontade de Deus por causa do pecado que habita em nós (Isaías 53.6). O apóstolo Paulo chega a falar disso com tristeza, admitindo sua fraqueza e sua escravidão ao pecado (Romanos 7.14). Ele admite que há uma luta dentro de si mesmo que ele não gostaria que acontecesse (Romanos 7.25). Ele também leu o que Salomão escreveu: “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque” (Eclesiastes 7.20). Outro apóstolo, o João, também concorda com Paulo ao dizer que “se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1 João 1.8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais triste em tudo isso é que, quando Cristo nos transporta para o seu reino, através do seu sangue, morte e ressurreição, não perdemos essa natureza pecaminosa &#8211; ela continua aí, dentro de cada um de nós, lembrando o tempo todo que somos pó, que somos escória e que é pela pura misericórdia de Deus que ele não nos consome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não somos melhores, nem somos diferentes. Paulo ainda dá uma paulada (desculpem o trocadilho) em nossa visão míope de nós mesmos, quando ele pergunta:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Somos nós mais excelentes? De maneira nenhuma, pois já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus&#8221; (Romanos 3:9-12 e 23).</p>



<h4 class="wp-block-heading">Transformação diária</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Creio que a esperança da transformação diária que deve existir no coração de cada cristão deve ser manifestar para ajudar pessoas a mitigarem suas dificuldades consigo mesmas, com o mundo e principalmente com Deus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O plano final de Deus é que não vivamos mais no pecado (e nem pecando), mas enquanto estivermos carregando essa natureza em nós, como disse João, ainda pecaremos e é preciso que admitamos isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">#pecado #pecados #naturezapecaminosa #GedeonLidorio #Lidorio</p>
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		<title>O Reino de Deus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2019 14:54:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Coração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como é que eu sei se estou mais preocupado com o Reino de Deus e com a sua justiça do que com &#8220;as demais coisas&#8221;? Essa é uma pergunta que me faço TODOS OS DIAS e para a qual não tenho resposta (para mim mesmo) simples e direta. Vou dar um exemplo para que possamos&#8230;</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Como é que eu sei se estou mais preocupado com o Reino de Deus e com a sua justiça do que com &#8220;as demais coisas&#8221;?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é uma pergunta que me faço TODOS OS DIAS e para a qual não tenho resposta (para mim mesmo) simples e direta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Vou dar um exemplo para que possamos pensar, já que não é tão simples (pelo menos em minha opinião), é preciso refletir.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Missões</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um missionário, que está em um lugar pregando, alcançando pessoas para Cristo, fazendo o seu trabalho &#8211; ele pode estar nesse lugar, fincado dentro de um trabalho missionnário transcultural e ao mesmo tempo estar mais preocupado com &#8220;as demais coisas&#8221;, porque estas &#8220;demais coisas&#8221; não passam necessariamente pelo que fazemos, mas em como está nosso coração. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais são as motivações que me levam ao campo? Posso responder com facilidade: a vontade de Deus. Ok… mas e o meu coração? O que me leva até aquele momento? Quais são as perguntas e necessidades que temos que responder e corresponder? Quais os desejos que tenho de verdade? Onde está meu coração?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Será que se eu viver para Deus e seu Reino de maneira completamente desconhecida, sem o reconhecimento humano da minha família, dos meus amigos, dos meus pares, da sociedade, da igreja, das agências missionárias, dos que me sustentam no campo etc… será que ainda assim estaria eu envolvido com esta tarefa?</p>



<h2 class="wp-block-heading">Meu coração</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O coração é enganoso demais; minha atitudes conscientes são elaboradas através de algo muito superficial, o que manda mesmo é o que está no fundo e que de maneira inconsciente comanda minhas vontades, meus desejos, minhas ações, minhas reações, meus sentimentos…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos ainda pensar: Ah! eu apenas obedeço e vou lá e faço. Ok… esse é um entendimento muito superficial para uma tarefa que envolve toda a nossa vida (pelo menos é o que eu penso sobre mim).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Jesus</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus no Getsemani é uma incógnita para mim: todos os seus desejos estavam ali, sendo colocados diante de Deus e por três vezes ele fala com Deus sobre afastar o cálice. A dor, a responsabilidade, o peso, as circunstâncias da sua morte, o abandono… creio que tudo estava ali naquelas orações que ele fazia. Ele enfrenta a vergonha total, o abandono completo, o morrer sozinho, a dor física, mental e espiritual da crucificação, o julgamento, a não &#8220;boa fama&#8221; (afinal, morreu no meio de criminosos) e tantas outras questões humanas, mentais, espirituais, físicas, divinas etc que o acompanharam que nem mesmo temos noção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sei que meu coração é diferente demais do de Jesus, <strong>sou pecador</strong>. Por isso, minha tendência não é fazer a vontade de Deus, mas a minha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É aí que não sei mais dizer sobre a resposta diante do Reino e das demais coisas: meu coração é enganoso demais!</p>



<p class="wp-block-paragraph">#Lidorio #ReinodeDeus #Pecado #Meucoração #Reflexão</p>
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		<title>Mundo é diferente de mundo !!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Feb 2018 03:46:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelho]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Pecado]]></category>
		<category><![CDATA[Sistema mundano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje vi uma citação de um certo pregador que fala sobre alcançar o mundo &#8230; era mais ou menos: pra alcançar o mundo precisamos deixá-lo primeiro. Entendo o que ele disse e posso até compreender o medo que as pessoas tem do mundo, mas exegética, bíblica e teologicamente (nem se falando em prática &#8230;) esse&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vi uma citação de um certo pregador que fala sobre alcançar o mundo &#8230; era mais ou menos: pra alcançar o mundo precisamos deixá-lo primeiro.</p>
<p>Entendo o que ele disse e posso até compreender o medo que as pessoas tem do mundo, mas exegética, bíblica e teologicamente (nem se falando em prática &#8230;) esse é um dos conceitos &#8211; a meu ver &#8211; mais prejudiciais para a pregação do evangelho que temos.</p>
<p>Tenho plena certeza de que muitos que lerão isso não gostarão, mas independente disso expresso minha maneira de enxergar as coisas.</p>
<p><span id="more-81"></span></p>
<p>Por mais que eu possa entender o mundo como sistema mundano e que esse inimigo assola as nossas almas e que realmente não devemos nos deixar nos moldar pelo mundo, é muito claro isso, mas a utilização desta palavra nesse contexto para a igreja de uma forma geral só causa confusão e aniquilamento do próprio desejo de Jesus que ora em João 17 para que Deus não nos tire do mundo, mas nos santifique no meio dele. Parece uma incoerência da minha parte pedir para que saiamos do mundo quando Jesus pede ao Pai que não nos tire do mundo.</p>
<p>Essa mensagem mantém a igreja isolada do mundo, sem ação, pois ir para o mundo passa a ser sinal de fracasso. Jesus vivia no meio do mundo e dos pecadores e entendo que a mensagem é que devemos deixar que o mundo nos amolde, mas falar sobre deixar o mundo é incosistente e incoerente do ponto de vista da linguagem em português, pois cria a falsa imagem que o mundo é tudo aquilo que não é &#8216;igreja&#8217; (templo) e então sacamos de palavras assim e criamos o conceito grandemente disseminado de um lugar &#8216;profano&#8217; (mundo &#8230; geralmente espaços físicos, pessoas &#8230;) e um lugar &#8216;sagrado&#8217; (geralmente igreja-templo). Então a partir daí tiramos as pessoas do mundo-físico, criando seres alienados e depois de algum tempo exigimos que eles voltem ao mundo para evangelizar&#8230; Como fazer isso? Não sabem mais interagir com o mundo e tudo o que veem é pecado, desgraça, coisas podres &#8230; não enxergam as pessoas separando-as das suas atitudes, portanto não entendendo apenas batem com um evangelho que parece uma arma que mata (vi uma foto disso no Facebook outro dia &#8230; uma arma no lugar da Bíblia&#8230; um evangelho violento &#8230;), não se importando com as pessoas, apenas com a &#8220;sã doutrina&#8221; como se fossem guerreiros de uma guerra santa em nome de Deus para matar os pecados junto com os pecadores &#8230;</p>
<p>Entendo a preocupação com o pecado, muitas vezes que entra em nossas vidas através de vários fatores e esse isolamento, intepretando palavras como &#8220;santo&#8221; (hagios) de forma a separar pessoas até mesmo e principalmente em contextos geográficos e físicos, como se fosse essa a vontade do Senhor. Ser &#8216;hagios&#8217; (santo) não é uma separação simplesmente, mas sim uma designação para um contexto &#8211; é ser separado para utilização, para ser feito da vida um propósito, não apenas uma separação num canto qualquer, num templo qualquer, num grupo qualquer. Ser santo é estar inserido na normalidade da vida e aí, no meio do mundo, estar consciente da vontade de Deus, viver de acordo com que crê o seu coração, viver para Deus, amando, comercializando, trabalhando, estudando, ensinando, ou seja, todas as tarefas normais da vida comum de todo mundo. Ser santo é estar no mundo, é ser santificado dentro do mundo, é ser prazer de Deus no meio do mundo, é amar o mundo como Deus amou o mundo.</p>
<p>Seria incoerência de nossa parte e até mesmo de Deus pedir que odíassemos o mundo como se fala em meio à igreja de uma forma geral se ele mesmo AMOU O MUNDO DE TAL MANEIRA que deu o seu filho para que todo aquele que nele crer tenha a vida.</p>
<p>Confundimos o mundo com pecado e sistema mundano com mundo.</p>
<p>Creio que não devemos amar o mundo (sistema mundano que nos afasta de Deus) mas devemos amar o mundo (pessoas, habitação, gentes, povos&#8230;). Usar a mesma palavra que é intercambiável para designar os dois, mas não explicarmos a que MUNDO estamos nos referindo causa uma confusão mental  e uma disfuncionalidade na igreja: confundimos mundo (gente) com pecado e então quermos nos afastar de tudo que é mundo (gente).</p>
<p>Amem o mundo como Deus amou o mundo. Detestem o mundo como Deus abomina o mundo. Falada assim a frase fica irreconhecível. Dita assim esta expressão confunde.</p>
<p>Aguardo o dia em que iremos, como igreja, amar o mundo como Deus amou o mundo e viveremos a vida, no mundo, como Deus deseja que vivamos, amando as pessoas sem o objetivo de armadilhas para &#8216;catar sua alma&#8217;. A igreja do primeiro século tem muito a nos ensinar sobre isso: viviam a vida comum no meio do mundo, celebrando a vida e repartindo o que tinham e Deus mesmo levava pessoas do mundo para o meio da comunidade, acrescentando dia a dia os que iam sendo salvos.</p>
<p>Que tal um desafio? Aprender a amar o mundo como Deus amou e entregar-nos todos os dias para levar ao mundo, ao nosso redor, em nossas relações, o amor de Deus pelo mundo, pelas pessoas?</p>
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		<title>Amor como o de Jesus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jan 2018 03:19:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fico imaginando como é que fomos parar onde estamos: a única coisa que fazemos com os outros é ROTULAR e quase sempre os rotulamos pelos &#8220;pecados&#8221; que mais cometem. Esse puritanismo seco, que não olha para ninguém a não ser pra si mesmo e suas grandes idéias do que é certo e errado, herdado das&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fico imaginando como é que fomos parar onde estamos: a única coisa que fazemos com os outros é ROTULAR e quase sempre os rotulamos pelos &#8220;pecados&#8221; que mais cometem. Esse puritanismo seco, que não olha para ninguém a não ser pra si mesmo e suas grandes idéias do que é certo e errado, herdado das culturas que nos trouxeram o evangelho tem matado o AMOR no meio do povo de Deus.</p>
<p>Aquele ali, dizemos, é um corrupto. Aquele outro é um adúltero. Esse outro é um ladrão. Aquela ali é fútil. Aquele outro é um beberrão &#8230; e assim por diante.</p>
<p><span id="more-77"></span></p>
<p>Jesus vivia em meio aos pecadores (Graças a Deus!!!) e no meio deles ele convivia sem rotular ninguém. Tratava a todos com amor, compaixão e restaurava a dignidade de muitos &#8211; a mulher que fora pego em adultério ele olhou, a amou, viu o seu sofrimento e a perdoou. Ao corrupto ladrão de impostos ele amou e foi jantar com ele em casa para levar-lhe a salvação. Aos que o negaram na sua prisão para morrer ele voltou, apareceu, os amou e os constituiu pastores do seu rebanho. Aqueles que estavam ali mandando mata-lo ele perdoou e pediu ao Pai para não lhes imputar nenhuma justiça, pois eles não sabiam o que estavam fazendo. A mulher suspeita que le lavou os pés ele amou e tratou com dignidade. Nunca andou longe dos pecadores; esteve em casamentos e festas deles; entrava em suas casas para comer e se abrigar; caminhava junto com eles nos caminhos; providenciava comida quando famintos; curava as almas daqueles que se entregavam para os demônios&#8230; enfim, fez tudo diferente do que fazemos&#8230;</p>
<p>E nós ainda nos chamamos de &#8216;pequenos cristos&#8217; (cristãos) !!!</p>
<p>Amar de verdade é justamente querer a pessoa do jeito que ela é (&#8230;) e isso é MUITO raro em nossos dias (&#8230;). Toda vez que alguém te amar assim, não saia mais de perto dela, pois ela está sendo Cristo na sua vida (&#8230;).</p>
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