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	<title>Arquivos Jugo desigual - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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	<title>Arquivos Jugo desigual - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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		<title>Jugo desigual num casamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jan 2019 19:28:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Muito se fala e pouco se explica dessa &#8220;prática&#8221; religiosa e por ser religiosa sempre que se fala sobre jugo desigual pensa-se religiosamente. Estar em jugo desigual (originalmente refere-se a uma canga colocada em animais para ou puxar um arado ou fazer serviços na agricultura, onde dois animais treinados e com o mesmo porte e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito se fala e pouco se explica dessa &#8220;prática&#8221; religiosa e por ser religiosa sempre que se fala sobre jugo desigual pensa-se religiosamente.</p>
<p>Estar em jugo desigual (originalmente refere-se a uma canga colocada em animais para ou puxar um arado ou fazer serviços na agricultura, onde dois animais treinados e com o mesmo porte e propósito conseguem puxar o arado ou a carroça e fazer o serviço sem impedimentos) não é algo RELIGIOSO, mas de formação humana, de propósito de vida e de visão (cosmovisão) de como se enxerga os caminhos, a vida, as pessoas, a si mesmo e aos outros, principalmente nesse caso &#8211; o Outro.</p>
<p>Jugo desigual não é ter uma &#8220;fé&#8221; diferente, não é pertencer a uma &#8220;comunidade de fé diferente do outro&#8221;. Esse jugo pode ser muito bem com duas pessoas que caminham com o mesmo tipo de fé. Só pode ser medido a partir do AMOR. O amor precisa ser o prumo para medir e também o ambiente onde tudo é nivelado, colocado de forma correta e que faça sentido. Insistir num relacionamento onde o jugo é desigual é ruína na certa. Se não for através de um &#8220;escândalo&#8221; externo, será através de um morrer interno diário, onde a vida vai passando de alegria e descoberta em conformismo e passividade.</p>
<p>Muitos casamentos acontecem mais por causa das &#8220;circunstâncias que envolvem&#8221; do que pelo outro necessariamente. Às vezes se casa por causa da família, ou para formar-se uma família. É um bom propósito, mas não sustenta uma união a dois coerentemente.</p>
<p>Às vezes se casa porque a pessoa do outro lado é uma boa pessoa, agradável, ou tem dinheiro, é reponsável, ou ainda porque a família gosta dele ou dela. Vai então acostumando-se com o outro, namora, se casa e começam então a viver uma vida em comum, a ter e enfrentar problemas e de repente enxerga-se que caminham para lados diferentes, tem propósitos diferentes na vida e enxergam tudo de um ponto de vista que não é o do outro.</p>
<p>Nessa hora o parceiro que tem mais a perder se cala, se conforma e entra numa passividade total, onde anula-se (num gesto que interpreta como cristão &#8230;) e vive uma vida interna miserável por causa de uma estrutura familiar falida e sem sentido.</p>
<p>Se eu ganhasse 1 real toda vez que encontro uma pessoa assim, já seria rico.</p>
<p>O processo se dá quando começamos a conhecer verdadeiramente o outro (e também a nós mesmos). Tentamos em vão &#8220;mudar&#8221; o outro e não conseguimos, então mudamos a nós mesmos.</p>
<p>Estes, estão em jugo desigual &#8230;</p>
<p>Se você não ama, não case. Amar é muito mais que estar apaixonado. Amar é CONHECER, é saber que esse outro ou outra terão defeitos, mas existe algo na sua essência que te faz bem e te complementa como pessoa. ser COMPLEMENTADO como pessoa é muito mais importante que ser completo com dinheiro, bens, estrutura social, eventos, amigos, festas em família e tudo mais. Todo o resto, a estrutura, é complementar, mas o que há de pessoalidade é VIDA e portanto não há vida na estrutura pura e simples, só há vida quando ela brota dentro de nós.</p>
<p>Num casamento onde não há jugo desigual não é isento de problemas, mas consegue-se conversar sobre tudo, presente, passado ou futuro, há sinceridade, enxergam a vida e os caminhos do mesmo ponto de vista, querem chegar no mesmo lugar de realização pessoal, compreendem um ao outro sem que haja necessidade de muitas explicações ou palavras, conhecem-se a si mesmos e ao outro com profundidade, não há limites para as conversas, para o abrir do coração, as dores são compartilhadas, os momentos de fraqueza não são passados em puro silêncio, as dúvidas são exercidas e há uma cumplicidade com a vida que tudo passa a fazer sentido real apenas quando faz sentido real para os dois.</p>
<p>Sexo, dinheiro, família, filhos &#8230; isso qualquer um pode ter (ou não), mas essa intimidade profunda pertence apenas aqueles que se abrem, que estão dispostos a sofrer as dores da descamação, do retirar das máscaras diante do outro. Uma vida estrutural que é o que muitos vivem hoje em dia não é casamento, mas conveniência, aparência e adoecimento. Uma prisão horrível.</p>
<p>A vida ao lado de alguém a quem não se ama de acordo com a proposta de amor dentro da conjugalidade, é um inferno pessoal intransponível.</p>
<p>Você pode até conformar-se com o deserto, mas esse não é o lugar de moradia de nossa alma.</p>
<p>Sem esse amor que nivela, nada aproveita. Os maiores sacrifícios são em vão e a vida não vale a pena.</p>
<p>Para evangélicos, porém, esse tipo de &#8220;conversa&#8221; é absurda &#8230;</p>
<p>Como diz o Caio Fábio (em quem foi &#8216;inspirado&#8221; este post) o evangelho para estes não é uma boa nova, mas uma velha prisão.</p>
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