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	<title>Arquivos Graça - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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	<title>Arquivos Graça - Auriciene e Gedeon Lidório</title>
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		<title>A morte de uma igreja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jan 2019 19:01:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tenho visto vários &#8220;curtir&#8221; ou &#8220;comentários&#8221; e &#8220;compartilhamentos&#8221; no Face sobre a morte de uma igreja de diversos autores, &#8220;teólogos&#8221; e pastores e fico pensando algumas coisas interessantes sobre essa morte da igreja. A afirmação está correta, creio eu, de que a morte de uma igreja está ligada ao fato de que esta não associa&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho visto vários &#8220;curtir&#8221; ou &#8220;comentários&#8221; e &#8220;compartilhamentos&#8221; no Face sobre a morte de uma igreja de diversos autores, &#8220;teólogos&#8221; e pastores e fico pensando algumas coisas interessantes sobre essa morte da igreja.</p>
<p>A afirmação está correta, creio eu, de que a morte de uma igreja está ligada ao fato de que esta não associa a doutrina com a vida, ou seja, cria um abismo entre a ortodoxia (corpo de coisas que se crê) e a ortopraxia (a prática na vida daquilo que se crê). Isso é a mais pura verdade.</p>
<p>O que me fez rir hoje de manhã foi pensar em QUAIS SÃO AS DOUTRINAS que esses caras que afirmam isso estão pensando, qual é o seu zelo doutrinário.</p>
<p>Conhecendo vários destes teólogos que afirmam esta verdade posso imaginar e citar algumas doutrinas que não estarão NUNCA na vida prática destes e de muitos outros e que anunciam a morte de uma igreja tanto quanto:</p>
<p>A GRAÇA. Talvez essa seja a principal doutrina em que a igreja despreze e que seja por causa dessa a sua morte.</p>
<p>A GRAÇA de Deus é o extrato da vida de qualquer pessoa.</p>
<p>Vejo líderes, pastores, teólogos, gente que quer falar sobre a PALAVRA DE DEUS, mas que são desprovidos do motivo maior de estarmos vivos: A GRAÇA DE DEUS.</p>
<p>Uma teologia boa não é uma teologia que APRISIONA pessoas, ao contrário, é uma teologia que LIBERTA. Jesus, ao afirmar que o conhecimento da VERDADE (ele é a verdade) iria libertar as pessoas com certeza não estava pensando no ZELO doutrinário, mas na GRAÇA DE DEUS.</p>
<p>Jesus zelava pela &#8216;doutrina&#8217;? Creio que sim, mas aí precisaremos entender que &#8216;doutrinas&#8217; eram essas para ele.</p>
<p>Seguir religiosamente preceitos, leis e mandamentos foram substituídos por JESUS com o maior dos mandamentos: AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO.</p>
<p>Nos dias de Jesus, ele &#8216;curava no sábado&#8217; (foi recriminado pelos &#8216;teólogos&#8217; da época, porque isso não era um zelo doutrinário e essa doutrina do sábado era a mais importante da época daquele judaísmo).</p>
<p>Jesus &#8216;colhia espigas de milho no sábado&#8217; (novamente foi recriminado pelos &#8216;teólogos&#8217; de plantão). Para os fariseus hipócritas (que mascaravam a vida depravada interna com sua religiosidade e práticas que chamavam de santidade) a lei e a doutrina eram mais importantes que a vida. Jesus mostrava, que como DEUS que era (e é!) que a vida é mais importante que a doutrina.</p>
<p>Jesus fez muita coisa que foi condenada pelos líderes religiosos de sua época: andou com prostitutas, comeu na casa de ladrões, caminhava com gente ruim de toda a espécie, numa clara demonstração do cumprimento da sua vinda à terra na encarnação: &#8220;eu vim para os doentes, pobres, excluídos. Os &#8220;são&#8221; não precisam de médico&#8221;.</p>
<p>Falar tudo o que Jesus fez que contrariou a vida e o pensamento dos &#8216;teólogos&#8217; da sua época seria reeditar o evangelho&#8230; Não dá &#8211; podemos ler lá e aprender.</p>
<p>Hoje, porém, existem &#8216;seres humanos&#8217;, líderes, pastores, teólogos que realmente entendem que são mais entendidos da Palavra de Deus e da sua vontade do que o próprio Jesus e numa &#8216;reedição&#8217; fraudulenta das palavras de Cristo incitam-nos a um zelo doutrinário farisaico, falso, hipócrita onde a DOUTRINA se torna mais importante que a VIDA e que entendem que a santidade é DEIXAR DE FAZER CERTAS COISAS ou FAZER CERTAS COISAS.</p>
<p>Santidade, entendo, é VIDA COM DEUS em intimidade apesar das minhas mazelas, dos meus pecados, das minhas idiossincrasias e da maneira como (igual a Paulo) eu não consigo ficar bem comigo mesmo quando o &#8216;bem que quero não faço e o mal que não quero é minha prática&#8217; e aí, Deus vem para mim e me diz: &#8220;Eu sei meu filho, conheço o seu coração e vejo sua sinceridade, infelizmente a sua vida foi invadida pelo pecado, pela dor e pelo sofrimento, pelas faltas do passado que te marcaram e fizeram de você o que é hoje e sei, porque te conheço e te amo, te fiz, te salvei e me coloquei dentro de você, sei que essa luta que trava dentro de você é inglória e que vai cair, se machucar, se ferir, chorar e sofrer, mas não te abandono NUNCA e sempre renovarei sobre você a minha graça, porque a minha graça te basta&#8221;.</p>
<p>Ter a ideia de que SEGUIR a lei e os mandamentos &#8216;da igreja&#8217; é viver uma vida piedosa é ser contrário à própria palavra onde Paulo aos Gálatas afirma claramente que viver na lei é DECAIR DA GRAÇA DE DEUS.</p>
<p>Somos seduzidos pela vida na lei, nos mandamentos, na &#8216;doutrina&#8217; como se isso fosse a vontade de Deus para nós&#8230; Se fosse realmente, Cristo não teria vindo encarnado para &#8216;pagar&#8217; o preço por tudo aquilo que nós nunca conseguiríamos pagar.</p>
<p>Não descanse na sua vida de pecado assim como também não deve descansar na sua vida de piedade falsa e hipócrita, condenando os outros pelas práticas que tem e mandando para o inferno aqueles a quem Deus salvou.</p>
<p>Viva uma vida de INTIMIDADE com Deus e dependa da graça dele, porque todo o resto é HUMANIZAÇÃO da religião e vai te levar na contramão do caminho de Deus.</p>
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		<title>Aprender sobre liberdade com Jesus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Nov 2018 20:09:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Graça]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem alguns textos na Bíblia em que Jesus nos mostra como ele encara a vida com Deus e com ele mesmo e mostrar claramente aos judeus que eram fissurados na religião e na interpretação pesada do Antigo Testamento. Um deles é no próprio evangelho de Mateus, escrito inclusive para o povo judeu, para mostrar que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Existem alguns textos na Bíblia em que Jesus nos mostra como ele encara a vida com Deus e com ele mesmo e mostrar claramente aos judeus que eram fissurados na religião e na interpretação pesada do Antigo Testamento. Um deles é no próprio evangelho de Mateus, escrito inclusive para o povo judeu, para mostrar que Jesus é aquele que havia de vir e pode nos ajudar a aprender sobre liberdade com Jesus.</p>
<p>Vejam comigo:</p>
<p>Vocês estão cansados, enfastiados de religião? Venham a mim! Andem comigo e irão recuperar a vida. Vou ensiná-los a ter descanso verdadeiro. Caminhem e trabalhem comigo! Observem como eu faço! Aprendam os ritmos livres da graça! Não vou impor a vocês nada que seja muito pesado ou complicado demais. Sejam meus companheiros e aprenderão a viver com liberdade e leveza. (Mateus 11.28-30).</p>
<h4>Ação livre</h4>
<p>Logo depois desta palavra de instrução sobre o que é graça ele executa a ação livre da graça.</p>
<p>Vai, num sábado, entra numa plantação de cereal e com os seus discípulos comem espigas. Os religiosos de plantão, lógico, já olham torto, pois ele estava ali &#8220;quebrando uma lei instituída pelos rabinos&#8221;, as regras do sábado. (Mateus 12.1-2).</p>
<p>&#8220;Seus discípulos estão quebrando as regras do sábado&#8221;, argumentam. (Mateus 12.2).</p>
<p>Ele responde com ironia: &#8220;É mesmo?! Vocês nunca leram o que Davi e seus companheiros fizeram quando estavam com fome? Ele entrou no santuário e comeu o pão fresco do altar, que ninguém podia comer, senão os sacerdotes. Também não leram na Lei de Deus que os sacerdotes, cumprindo seus deveres no templo, quebravam as regras do sábado o tempo inteiro, e não eram condenados por isso?&#8221; (Mateus 12.3-5).</p>
<h4>Ensinando teologia para os teólogos</h4>
<p>Além de falar dando instrução sobre a Bíblia e o Antigo Testamento ele também ensina teologia para aqueles fariseus que o condenavam, dizendo:</p>
<p>&#8220;Na lei do sábado, há muito mais que religião. Se vocês tivessem a menor ideia do significado daquela passagem da Escritura que diz: &#8216;Desejo um coração sensível, não um ritual inflexível&#8217;, vocês não seriam críticos de detalhes. O Filho do Homem não é escravo do sábado: é o Senhor dele&#8221;. (Mateus 12.6-8).</p>
<p>Jesus e a Lei de Deus sempre vão em direção da vida e tudo aquilo que se opõe à vida acaba sendo, por ele mesmo, tido como má interpretação dos fariseus, dos judeus, dos rabinos, dos mestres de Israel.</p>
<p>A Lei manda especificamente apedrejar pessoas que forem achadas em adultério &#8211; isso acaba sendo contra a vida (principalmente daquela mulher) e ele então faz um desafio para os religiosos de pedra na mão que atirassem se não tivesse pecado. Ele queria preservar a vida daquela mulher; ele não entende que ela não pecou, tanto que a instrui a mudar de vida, mas ele entende que ela não deveria morrer ou ser apedrejada por que cometeu pecado, porque afinal de contas, o que se tira de lição daquele episódio é que todos deveriam então ser apedrejados, ou então deveriam ser perdoados, pois todos tem pecado.</p>
<p>Não consigo entender como nós, desta época, não atentamos para as palavras e ações de Jesus sobre essa religiosidade que exige que torce o direito, que adoece, que emburrece, que traz mal e não bem, que condena e não liberta.</p>
<p>Aprender com Jesus, sem enxergar o mundo como ele enxergou realmente fica muito difícil e o que me incomoda profundamente é que usamos de desculpas que dizem: &#8220;existem pessoas que precisam ser assim, submetidas aos trabalhos forçados da religião, porque elas não podem ser libertas&#8221; e com essa desculpa continuamos oprimindo as pessoas.</p>
<p>Passou da hora de aprendermos a liberdade com Jesus.</p>
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		<title>Igreja como sinal visível da graça, misericórdia e libertação que Deus nos proporciona em Cristo.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2018 07:36:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Graça]]></category>
		<category><![CDATA[Misericórdia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim entendo igreja, tanto bíblica, como teológica e até mesmo na prática do plantio de igrejas. Citando meu irmão, Ronaldo Lidório, falando sobre metodologia na plantação de igrejas: Observando os diversos segmentos de plantação de igrejas no mundo atual, podemos perceber que o enraizamento dos problemas mais comuns em tais processos está ligado a alguns&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Assim entendo igreja, tanto bíblica, como teológica e até mesmo na prática do plantio de igrejas.</p>
<p>Citando meu irmão, Ronaldo Lidório, falando sobre metodologia na plantação de igrejas: Observando os diversos segmentos de plantação de igrejas no mundo atual, podemos perceber que o enraizamento dos problemas mais comuns em tais processos está ligado a alguns fatores, sobre os quais escrevo a seguir:</p>
<p><span id="more-87"></span></p>
<p>1. A dificuldade de se distinguir igreja e templo, perdendo o valor do discipulado e gerando mais investimento na estrutura do que em pessoas;<br />
2. A demora na introdução dos novos convertidos na vida diária da igreja, diluindo o valor da comunhão e integração além de gerar crentes imaturos, sem funções, desafios ou envolvimento;<br />
3. A despreocupação com os fundamentos teológicos e atração pelos mecanismos pragmáticos (ênfase no que funciona ou está em voga);<br />
4. A ausência de sensibilidade social e cultural, pregando um evangelho sem sentido para o contexto receptor. Uma mensagem alienada da realidade da vida.<br />
5. A excessiva pressa no plantio de igrejas, gerando comunidades superficiais na Palavra e abrindo oportunidades reais para o sincretismo ou nominalismo.<br />
6. O excessivo envolvimento com a estrutura da missão ou da igreja desgastando pessoas, recursos e tempo, e minimizando o que deveria ser o maior e mais amplo investimento: a proclamação do evangelho.</p>
<p>É difícil para nós realmente separarmos a igreja do templo, pois ainda costumamos dizer que vamos à igreja quando vamos ao templo e será sempre assim&#8230; penso. Mas não é somente o templo que representa a igreja. A imagem ideal da igreja, a meu ver, lendo a Palavra de Deus tem a ver com o corpo, os membros do corpo, o organismo vivo &#8230; o corpo de Cristo. Cristo vivo e o povo vivo e santificado no corpo de Cristo.</p>
<p>Não vou entender unicamente templo como igreja; não vou entender unicamente instituição como igreja; não vou entender unicamente normatização e formatação como igreja &#8211; sempre vou entender como igreja o povo, as pessoas, cada um e todo mundo junto, reunido, separado, vivendo a vida, em meio ao trabalho, em meio ao culto, em meio a tudo que o Senhor nos proporciona.  Isso não quer dizer que igreja não possa ter templo, ser uma instituição ou mesmo ter normas, mas que isso não faz a igreja&#8230; isso, templo, instituição, normas, regras etc., pertencem a igreja e não o contrário.</p>
<p>A experiência que estamos repetindo aqui em Londrina é algo que vai além da compreensão muitas vezes &#8230; quantas vezes saímos da reunião da igreja, povo, ministração, louvor, adoração, compartilhar e usamos a expressão: ainda não fui a igreja hoje, após termos saído de uma reunião que é igreja &#8230; temos buscado o Senhor em meio a nossa vida comum e ordinária. Nos reunimos para celebrar a vida e junto com essa vida sentimos Deus se manifestar e aparecer em nosso meio diante de um abraço, um toque, uma palavra, um sorriso, a Bíblia compartilhada, cânticos cantados e vivemos dias de graça e misericórdia; não é tudo um mar de rosas, nem quero passar esta imagem que é falsa. Temos problemas? Claro. Existem dificuldades, dúvidas no rosto de quase todos, dificuldades em relacionar o que temos visto com o estudo diligente da palavra de Deus, que é viva e eficaz para separar em nós juntas e medulas, conceitos e conceituações, é como um martelo que despedaça a pedra&#8230; pedra em que estamos muitas vezes firmado&#8230; mas pedra essa que substitui algumas vezes a Rocha por uma sólida instituição.</p>
<p>Entendo que toda estrutura, forma ou qualquer outra coisa que surja deve vir como resposta da necessidade, da demanda, e não a estrutura vir antes das demandas, necessidades ou perguntas. Temos sempre a mania de querer responder antes que sejam feitas as perguntas. Como professor, pastor ou plantador de igrejas, muito do que faço são perguntas &#8230; levanto as questões e muitos estão acostumados com isso e começam a pensar por si mesmo, sabendo que o contato com Deus não prioriza mais um intermediário humano, seja um pastor, um sacerdote ou mesmo um mentor espiritual.</p>
<p>Acredito que socialmente precisamos de estruturas e essas estruturas, templo, instituição, normas, não serão mal em si mesmas se forem incorporadas a partir das respostas as perguntas, algumas delas:</p>
<p>1. O que é igreja?<br />
2. Qual o propósito de Deus em nos fazer igreja?<br />
3. Como Jesus lidou com a igreja?<br />
4. Como as estrutura surgiram?<br />
5. Porque normas são necessárias?<br />
6. Quando aplicar estas normas?</p>
<p>Entendo que precisamos da &#8216;organização&#8217; das coisas, Deus não é um Deus de desordem, mas de ordem, a própria criação do universo segue este princípio básico. Tudo tem o seu lugar, ordenado, colocado e tem uma serventia muito própria, mas na própria criação, Deus não dá ordem para que apareçam estruturas sem que suas bases sejam fundadas anteriormente: primeiro ele ordenou a luz no meio do caos &#8211; depois criou o sol, lua e estrelas. Não colocou o carro na frente dos bois, mas fez o caminho da necessidade primeiro. Ele não ordenou que os animais existissem antes de ter criado a base para a sobrevivência deles; ele não criou o ser humano, no primeiro dia criativo, pois não havia nada que pudesse suportar a sua vida&#8230; ar, sol, água, terra, alimentos&#8230; ele providencia primeiro a base, a base necessária para o aparecimento do ser humano, do homem, da mulher e somente depois cria, no último dia, no sexto dia, quando tudo já estava ali, pronto para recebe-los.</p>
<p>Entendo que o corpo de Cristo chamado igreja é da mesma forma criada por Deus, ele é quem constrói sua igreja e não nós. Para que essa igreja seja viva e funcional é necessário ter a base, embasamento, onde podem ser construídas muitas coisas.</p>
<p>Creio que o principal é entendermos que os sonhos de Deus pressupõe que sejamos um só corpo, feito de gente de todo jeito, que pensa igual ou diferente, mas que sobretudo suporta o outro dando condições para que se floresça.</p>
<p>Porém, tudo isso sem engessamentos, sem um molde tão formal que não seja dinâmico e possa ser adaptado, mudando, contextualizado sempre que houver necessidades.</p>
<p>Toda vez que colocamos o modelo antes das pessoas pecamos e nos tornamos uma igreja que não é relevante nem para a vida dela mesma nem mesmo para outros que estão de &#8220;fora&#8221; tentando ver Deus em meio a um caos na vida.</p>
<p>A figura da igreja de Laodicéia no livro do Apocalipse é tremendamente impactante. A igreja era uma igreja excelente, com um culto maravilhoso, com tudo que podia ter na sua estrutura&#8230; achava que estava com tudo pois cuidava de tudo que era necessário para que funcionasse, mas o texto nos diz que essa igreja deixou a coisa principal para trás&#8230; o relacionamento pessoal com Jesus&#8230; ele estava do lado de fora, batendo na porta, tentando entrar para estar com ele, mas parece que para a igreja de Laodicéia Jesus não era mais necessário&#8230; eles já tinham a estrutura e o substituíram.</p>
<p>Que Deus nos ajude a valoriza a pessoalidade do relacionamento com Jesus, mesmo em meio às nossas estruturas.</p>
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		<title>Teologia da Perseverança pela Graça de Cristo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gedeon Lidorio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 14:37:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Gedeon Lidório]]></category>
		<category><![CDATA[Graça]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
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		<category><![CDATA[Salvação]]></category>
		<category><![CDATA[Teologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.</em> Romanos 8.31-39</p>
<p><span id="more-52"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">A vitória é da fé. Paulo nos mostra através valiosa palavra que a contemplação de Deus e de Cristo como nosso salvador movendo-se rumo a nós é um grande incentivo para nossa fé.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Paulo mostra aqui que <em>seu objetivo é mostrar que a nossa alma deve manter firme o testemunho interior do Espírito e não depender de nada que seja externo. </em></p>
<p>v.31 – <em>a vista destas coisas</em> – muitas vezes somos instados a olhar para as situações de dor, tristeza, pecado, ansiedades, perseguições e apenas tão somente ficarmos como observadores, deixando as circunstâncias nos dizerem como devemos nos sentir. Paulo, ao contrário, nos mostra que precisamos fazer algo – <em>que diremos?</em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">A única maneira pela qual podemos ter condições de enfrentar todas as situações de nossa vida é a maneira pela qual nos portamos (e sabemos como nos portamos!) diante das mesmas – as circunstâncias geralmente nos moldam; mas não deve ser assim!</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>Se Deus é por nós, quem será contra nós? </em>– a idéia por trás destas palavras aqui é justamente um tribunal onde Deus se coloca como Juiz, Jesus como nosso advogado e nós como réus – o interessante a notar é que nenhum acusador é aqui apresentado, afinal quem poderia nos acusar diante de Deus, tendo Deus a nosso favor?</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">v.32 – <em>aquele que não poupou seu próprio Filho</em> – Paulo faz uma citação aqui de Gn 22.12 no episódio onde Abraão leva Isaque para ser sacrificado no monte. O verbo aqui é <em>“não poupou”</em> – na tradição judaica o exemplo da eficácia redentora do sacrifício é tido como esse exemplo de Isaque e não de uma ovelha qualquer, portanto Paulo traz da interpretação que o seu próprio povo faz do episódio para mostrar uma verdade revelada para nós – trazendo do exemplo maior para o menor: <em>se Deus não poupou o seu filho, antes o entregou para morrer </em>(literalmente<em> – o expôs para morrer</em>) <em>que motivo teria para não nos dar graciosamente toda a certeza de nossa salvação e proteção nele, nos dando perdão de pecados, nos isentando de culpa, todas estas ações suas bem menores do que o fato de termos recebido a Jesus na morte na cruz!</em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">v.33 e 34 – Nossa salvação é assaltada por meio de <em>acusações</em> e depois disso destruída pelas <em>condenações</em> e a tentativa do inimigo não para por ai, mas trás uma <em>certeza</em> de que iremos ser <em>separados</em> de Cristo (v.34 – quem nos separará?)</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; line-height: 150%;">Paulo pergunta: <em>quem acusará?</em> Visto que estamos no tribunal de Deus e que ele mesmo nos considera justos (<em>é Deus quem nos justifica</em>); que acusação pode ter em nós então a partir de nós termos sido considerados justos pelo juiz? Como foi feito isso? Deus não poupou o seu Filho, antes o expôs a morte, a nossa morte, para assim nos justificar.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; line-height: 150%;">Justificação significa ser considerado justo mediante a absolvição da sentença divina – que sentença? <em>Aquele que pecar esse morrerá</em>, ou seja, a sentença que foi imposta a Adão quando do jardim, para que ele obedecesse e não comesse do fruto que lhe fora proibido.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; line-height: 150%;">Em Adão a morte entra na humanidade a transformando em escravos do pecado; em Cristo, uma nova humanidade é formada, não mais de escravos do pecado, mas compostas de homens e mulheres que se sujeitam ao Senhorio de Cristo, como escravos da justiça.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; line-height: 150%;">Ser justificado no contexto de um julgamento é justamente quando o Juiz olha para a sentença e vê que já foi cumprida antes de minha condenação.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; line-height: 150%;"><em>Quem condenará?</em> – outra pergunta no julgamento – já que fomos justificados por Deus mediante a morte de Cristo, quem em sã consciência pode então nos <em>condenar</em> ainda? A lei já foi satisfeita; a dívida já foi paga; a morte já foi vencida; o pecado já foi pago; o que restou então para alguém nos condenar? Paulo continua a citar o antigo testamento aqui – Isaías 50.8 (e seguintes) bem como a falta de palavras do inimigo ante Deus em Zc 3.1 (e seguintes).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; line-height: 150%;">Vale aqui se lembrar do versículo primeiro desse capítulo – <em>nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; line-height: 150%;">Quem desejar nos condenar terá que invalidar o sacrifício feito por Deus em Cristo Jesus – mas isso além de impossível o apóstolo Paulo argumenta que há um fato que mostra a insanidade de tal pensamento:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 12pt 0cm 0.0001pt 35.4pt; line-height: 150%;"><em>O qual está a direita de Deus</em> – repetição do Salmo 110.1 – “Disse o Senhor ao meu Senhor: assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés”.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; line-height: 150%;">Deus, após <em>expor</em> Cristo, seu filho à morte, vê-lo morrer para nos justificar e pagar nossa divida o exalta sobremaneira, fazendo-o assentar-se com ele mesmo no seu trono, dando-lhe poder e glória – com isso está dizendo em alto e bom som que o que Jesus fez na cruz teve o seu resultado perfeito, o que era esperado por Deus foi cumprido em Cristo e, portanto agora o colocar no ponto mais alto de poder e soberania no Universo inteiro – ao lado do seu próprio trono. Quem quiser nos acusar e condenar terá que remover Cristo do lugar dele – pois ele nesse lugar nos garante que a vitória triunfou sobre a morte!</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; line-height: 150%;"><em>“Mas um dia, quando passava pelo campo, sentindo alguns golpes na consciência, temendo que algo estivesse errado, de repente caiu sobre a minha alma esta sentença: a tua justiça está no céu. E quanto pensava em sair, vi, com os olhos da alma, Jesus Cristo à direita de Deus. Eis ali, digo eu, a minha justiça. Deste modo, onde quer que eu esteja e o que quer que faça Deus não poderia dizer de mim: ele carece da minha justiça; pois esta estava bem diante de mim. Além disso, também vi que não era a boa estrutura do meu coração que dava melhor qualidade à minha justiça; nem a minha má estrutura que tornava a minha justiça pior. Pois a minha justiça era o próprio Jesus Cristo, o mesmo ontem, hoje e para sempre</em> (John Bunyan – Graça Abundante – parágrafo 229).</p>
<p class="MsoNormal" style="margin-top: 12pt; line-height: 150%;"><em>E também intercede por nós</em> – temos a maior graça e absoluta bondade de Deus ao nos mostrar isso através de Paulo – não somente tem o Espírito Santo a interceder por nós intimamente (<em>inspirando nossas orações a serem feitas de acordo com a vontade de Deus</em>) como também temos a garantia de que essas orações serão ouvidas, pois Jesus, que está assentado a direita de Deus é quem leva nossas orações até ele e garante que serão ouvidas e atendidas.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Paulo está admoestando que não devemos nos sentir pequemos por achar que as acusações ou os ataques, ou as condenações poderão surtir efeito em Deus de tal modo que ele não considere mais minha vida como sendo de um filho adotado por ele, ao contrário, Deus nos diz através deste texto que há uma segurança eterna pra nós, pois a não ser que mudássemos o fato de Jesus já estar no céu, assentado como vitorioso então nada mais pode ser feito a respeito desse quadro de Justificação de não condenação.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Todas as bênçãos de Deus são nossas – é direito nosso não por nossa causa, mas por que Jesus já cumpriu para nós o que precisava ser cumprido.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, </em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Quem está entre Deus e nós não é nosso pecado mais, mas sim Jesus, o seu próprio Filho.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>como grande sumo sacerdote </em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Deus primeiramente chamou Arão, mas seu ministério teve fim, agora chamou a Jesus, o seu eterno filho, para nos dizer que o que foi feito em Cristo tem duração eterna e não somente o tamanho de nossas dores, fraquezas e pecados.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>que penetrou os céus, </em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Cristo entrou no Santo dos Santos, levando o nosso sacrifício com ele (ele mesmo é o nosso sacrifício).</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>conservemos firmes a nossa confissão. </em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Essa é a razão para que nós nos conservemos firmes.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança</em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Cristo não é apenas Deus, mas é também homem e como tal sabe e sofreu tudo o que nós passamos, acusações, dores, fraquezas, dor na alma, tentações etc. e por isso mesmo ele está apto a compadecer-se de nós e interceder a nosso favor junto ao Pai.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>mas sem pecado. </em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Essa é a diferença – ele fez tudo e fez PERFEITO, portanto não há necessidade de repetição de nada, não precisamos ficar com medo que talvez não seja insuficiente.</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;"><em>Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.</em></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Hebreus 4.14-16</p>
<p class="MsoNormal" style="line-height: 150%;">Que Deus nos dê sempre a graça da perseverança em meio a coisas difíceis!</p>
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