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Relações e “relações”

Relações e "relações"

Seja qual for delas, temos sempre as duas. Há relações e “relações”. Algumas em que, humanamente nos dispomos a SER – resgatamos em nós nossos desejos, vontades e damos valor ao que mais importa que é realmente o desafio de se manter íntegro, completo ao mesmo tempo que divide seu ser com outra pessoa. Há outras que são apenas estruturais. Convenções estipuladas, com fachada de felicidade, amor e repletas de eventos, encontros sociais e todo tipo de convenção social. Essas parecem não ser fadadas ao fracasso, pois são as que mais duram na verdade. Mantemo-nos dentro delas com certeza pelo MEDO de assumirmos nosso EU, nossa própria vida e então não damos um passo para fora da gaiola e somente possibilidade de que isso possa acontecer um dia nos aflige, nos dá medo, faz com que nos calemos, não queremos falar, discutir nem mesmo pensar em tal coisa, pois imaginamos que nossa vida pode se transformar num inferno sem tal relação sócio construída.

O que nos enganamos, porém, é que o tempo em que desejamos SER, objetar por nossa própria individualidade e sair das prisões que nos cercam e que nos fazem ser quem não somos, cheios de máscaras e dissabores internos é um tempo perdido. Às vezes pensamos que existem coisas ainda por construir, que há uma certa solução que ainda virá e que tudo isso será de proveito, mas apenas nos perdemos e perdemos tempo em sacrificar nossa vida, nosso eu, nossa integridade por quem não nos dá o valor que temos.

Interesses

Não existe nada mais triste que viver a nossa vida ao lado de alguém que demonstra um interesse social por nós; ou tem interesse em outras coisas, nosso corpo, nosso status, nossa condição de projeção e tantos outros “predicativos” que não nos constroem, mas apenas absorve de nós energia que deveria estar sendo gasta de outra forma.

O problema – e é um grande problema – é que nos acostumamos a isso e o medo vai enraizando-se dentro de nós que cristaliza nossas vontades e não nos vemos em condições de dar um passo pra fora daquilo que sinceramente nunca nos satisfez plenamente.

O medo paralisa

O medo gera uma racionalização de nossa parte e nos desculpamos por ainda ser assim e sempre – sempre mesmo – colocamos empecilhos coisas importantes, como se elas fosse descontinuar se quiséssemos nos amar ao ponto de querer uma vida melhor.

Isso reside em falta de amor próprio. Pessoas que agem desta forma geralmente não se amam corretamente, mas enganam o próprio coração e mente dizendo que são felizes do jeito que são, tem alegria com os eventos, com as saídas, com as festas, com os ajuntamentos, mas verdadeiramente nunca experimentaram uma vida plena, satisfeita, por ser amado ou amada com pessoa e não como objeto.

A perda de referência naquilo que é nosso real desejo se dá nesta fase, quando todo o processo da vida passa a ser apenas uma rotina diária e temos alegria, sorrisos, motivações e tudo que a vida tem, porém são vazios de sentido e acabam por não nos satisfazer, frustra-se a própria experiência de vida.

Quanto mais cedo nos darmos conta de que a vida pode e deve ser melhor, tanto melhor; melhor pra nós e melhor também para aqueles que estão ao nosso redor, que olharão para nós como nós realmente somos e não apenas com a casca que sobrevive diariamente.

Transparência?

Isso com certeza não fará “bem” a todo mundo, pois existe muita gente ao nosso redor que de tão acostumado a nos ver com as máscaras que se assustarão e terão a tendência de nos antagonizar e de negar que somos aquilo que agora mostramos.

As expectativas de outros geralmente tem origem na imagem que nós criamos para o outro, daquilo que somos ou parecemos ser… Se a escolha for parecer ser, então o outro terá sempre a imagem errada de nós e quando nos cansarmos de viver de máscara e a retirarmos causaremos choques profundos que pode abalar o mundo do outro.

Isso, o abalar, porém, é satisfatório. A Bíblia, em Hebreu argumenta que devemos deixar as coisas serem abaladas, para que permaneça apenas aquilo que for firmado e que não caia com o balanço.

É hora de arrancarmos de nós nossas máscaras e vivermos uma vida mais autêntica, mais integral, mais iguais a quem somos por dentro.

Que tal?!

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