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Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados
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18 de junho de 2013
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Manipulação e desejo: o controle da vida

Manipulação e desejo: o controle da vida

É interessante como nós os “cristãos ocidentais” criticamos seriamente os povos islâmicos na questão do controle que homens exercem em suas mulheres impondo-lhe uma conduta de vestimenta que muitas vezes só deixa aparecer os olhos e algumas nem isso podem mostrar – burca.

Nossa sociedade capitalista, ocidental, dinheirista, sexista e machista não difere em nada do que recriminamos, porém em alguns aspectos a “burca” é social, desenhada com dinheiro, poder, manipulação e controle e acaba por matar a “alma” do controlado.

Além do controle do corpo, das vontades e da capacidade para pensar por si só, em nosso meio ocidental também se controla os olhos, a alma; nossa “burca” é mais severa e mantém na escuridão o desejo de muitos, escondido nos recônditos mais desconhecidos do inconsciente humano, não conseguem vir à tona porque lhe privam o direito ao “insight”, à revelação, ao conhecimento analítico e a elaboração da cura.

Em nossa sociedade o poder é que é imperioso. O ditado é válido: “manda quem pode, obedece quem tem juízo” (ou falta de juízo).

Vemos esta atitude arrogante não só nos “endinheirados”, mas em todas as “classes” sociais e o poder exercido toma forma em diversas práticas insanas e maldosas, para deixar o “outro” sem condição de pensar por si só e ter sua autonomia mínima necessária a uma vida feliz e produtiva.

Enxergamos isso em meio à empresas, “igrejas”, “famílias” e outras “convenções sócio construídas.

Tenho curtido e compartilhado bastante coisa do Pedro Leite (Psicólogo e pastor em Vila Velha, ES) que tem mostrado através de posts e dizeres em imagens uma visão extremamente sensata da vida e das necessidades humanas por autonomia e liberdade. Vale a pena dar uma olhada no perfil dele e tê-lo como amigo no Facebook.

É triste, muito, ver isso acontecendo e como os “controlados” que estas “formas de viver” lhe são próprias e não imputadas por outros.